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Inovação como exercício da medicina

Inovação como exercício da medicina

Sou um médico que descobriu que a medicina é muito mais do que a assistência. Falar sobre o meu propósito é a melhor forma de descrever a minha história e por que inovação em saúde faz muito sentido para mim. 

Assim como a maioria dos colegas, eu sonhava desde pequeno ser médico. Queria ajudar as pessoas. Essa era e ainda é minha motivação. Passados os 6 anos do curso de medicina, tive a felicidade de me apaixonar pela comunicação. Pude entender realmente o que Edmund Pellegrino disse quando cunhou que "A medicina é a mais humana das ciências e a mais científica das humanidades". 

Ao observar que o médico, em geral, está alheio ao mundo, surgiu a ideia de "falar o que a faculdade de medicina esqueceu de contar", que consegui tornar real com a comunidade Academia Médica

Fui aproveitando cada oportunidade que o mundo da comunicação me proporcionou: preceptor de Semiologia Médica na PUCPR, mestrado em Bioética, ser membro da Comissão de Integração do Médico Jovem do Conselho Federal de Medicina... Todas excelentes posições que foram conseguidas porque colegas médicos se identificavam com o que eu falava. Elas ainda me colocavam na linha normal da medicina, mas pude perceber que destas posições saíram inúmeras oportunidades.

Chega o momento no qual começo a falar do futuro da relação médico-paciente, futuro da medicina (mesmo sabendo ser incerto) e da incorporação da criatividade de novo na vida do médico. Sim, você pode criar, inovar e testar até acertar.

Caminho que obviamente não foi tão linear assim. Fui a falência 3 ou 4 vezes enquanto meus colegas ganhavam seus 15k por mês. Tive que aprender na raça o que a faculdade não me contou e a comunidade Academia Médica continua sendo o meu melhor coach de vida por causa disso. 

Palestras, projetos, ciência e vida pessoal. Apenas no ano de 2017 foram 37 viagens país afora. Uma fantástica viagem para Austrália para facilitar o principal hackathon de saúde do país, em Brisbane. Boa parte delas dedicadas à facilitação do excelente projeto da ONG Canadense Hacking Health, que tenho o prazer e o aprendizado para ajudar a "quebrar as barreiras da Inovação em saúde." 

Ao pensar na palavra - INOVAÇÃO - entendi que o meu objetivo é ser um facilitador. Uma pessoa que conecta outras para que grandes coisas sejam realizadas. Larguei a assistência médica para realmente dar assistência ao médico, que quer ser um criador ou para aquele que nem sabe ainda que ele pode ser um maker!

Essa é a minha vida no momento: conectar. Faço isso com todas as forças em busca de devolver a criatividade de volta à profissão, de "expandir os horizontes da Medicina". Assim, posso proporcionar saúde a muitos e, com certeza, ajudar o próximo, como eu sempre quis.

O que vale é o propósito, e como disse o Adeo Ressi, fundador do Founder Institute em um evento em Jupter (depois explico minha vivência neste planeta e como me ajudou na vida empreendedora), "VOCÊ NÃO PODE PIVOTAR O SEU PROPÓSITO". A carreira médica assistencial é apenas um ferramental que serve a um propósito; ela não pode ser o propósito. Deixei a carreira de possível cirurgião, ajudando um paciente de cada vez, para ajudar toda a profissão que pode, sim, ser diferente, criativa, leve e satisfatória. Assim sendo, quem ganha é toda a sociedade.

Subo em muito palco, estou à frente de muitos públicos. Engajo muita gente para que começem a repensar os seus propósitos, sejam eles na linha de frente assistencial ou na criação. Apenas em 2017 foram mais de 3 mil pessoas que me ouviram falar nos diversos eventos, em todas as regiões do País.

Convido você que está lendo este texto para se aproximar, aumentar a entropia neste sistema caótico e procurar levar soluções reais, para problemas reais, de pessoas reais. Saia da caixa, do centro cirúrgico, do seu consultório, do hospital ou de onde você se sente aprisionado para seguir o mantra de Abel Salazar:

"O Médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe!"

Como estou num processo de citar grandes, cito também o pai da medicina, Hipócrates, que uma vez falou:

"Caminhar é o melhor tratamento para o homem!"

Caminhe, faça novos amigos, explore novos conhecimentos, discuta com seus pares e não pares. A medicina está em tudo, pois deveríamos tratar o paciente como um todo, além de tratar todo o ecossistema no qual o paciente está inserido. A verdade está na congruência das ideias e das coisas terrenas. Conte comigo e com o Academia Médica para esta dialética tão necessária! Seja você também parte desse movimento.

 


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Academia Médica
Fernando Carbonieri
Fernando Carbonieri Seguir

Inovação é sua forma de exercer a medicina. Em 2012 criou a Academia Médica, comunidade dedicada a "FALAR O QUE A FACULDADE ESQUECEU CONTAR". Membro Comissão do Médico Jovem do CFM, especialista em Bioética

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