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TP #44: Gatos diabéticos e educação médica

TP #44: Gatos diabéticos e educação médica

Uma conversa sobre Olímpiadas de Tóquio, glicemia em gatos e também uma discussão produtiva que aborda diferentes pontos de vista sobre residência e especialização médica.

O Troca de Plantão acontece de Segunda a Sexta às 06h30 da manhã no Clubhouse e é transformado em Podcast para você que não pode participar conosco ao vivo. Dê o play aqui e curta conosco.

Comandado por Fernando Carbonieri, médico e fundador da Academia Médica, o Troca de Plantão nº44 contou com os colegas  Filipe Prohaska,  Ana Carolina Carvalho, Jamil Cade, Alexander Buarque, Newton Nunes, Ana Panigassi, Marilea Assis, Debora Fukino, Ursula Guirro, Jair Kuhn, Messias Mendonça, entre outros que também compartilharam conhecimento com a comunidade. Com audiência crescente, o Troca de Plantão da Academia Médica traz as principais publicações científicas do cenário mundial, discutidas por profissionais de ponta.

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Nossos heróis aqui do #TP trouxeram as suas fofocas e a gente traz a sedimentação teórica para elas. Confira abaixo as referências que embasaram a discussão de hoje!

Projetos bayesianos para agilizar a obtenção de evidências específicas para crianças

Leia, na íntegra, aqui. 

As crianças foram repetidamente excluídas dos ensaios clínicos por uma variedade de razões, como foi destacado pela pandemia COVID-19. A obtenção de dados específicos da criança é essencial para informar evidências e políticas e para integrar a geração de conhecimento entre as faixas etárias. Incorporar evidências de testes em adultos na conduta, interpretação e aplicação de testes pediátricos pode ajudar a abordar diretamente os principais desafios da realização de testes pediátricos e permitir um ecossistema de evidências mais robusto para crianças.

Atletas farão testes diários de Covid-19 na Olimpíada de Tóquio

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Os atletas que participarão da Olimpíada Tóquio 2020 (2021) farão exames diários de Covid-19 durante sua estadia na cidade-sede, disseram os organizadores nesta quarta-feira, 28, ao apresentarem uma série de contramedidas rígidas para mostrar que o evento ainda está de pé.

A organização já decidiu que espectadores estrangeiros não irão aos Jogos e decidirá, em junho, se espectadores domésticos serão admitidos. Os Jogos começam em 23 de julho.

Os organizadores, entre eles o comitê organizador da Tóquio 2020, o Comitê Olímpico Internacional (COI), o governo japonês e o Comitê Paralímpico Internacional, disseram em um comunicado conjunto que "acionarão todas as contramedidas possíveis e darão prioridade máxima à segurança".

PE ultrapassa 400 mil casos de Covid-19 e tem maior confirmação diária de óbitos por causa da doença desde 26 de junho

Leia mais aqui. 

O boletim desta quarta-feira (28) também teve o registro de mais 2.720 casos da Covid-19 em Pernambuco, elevando para 402.157 o total de infectados. Os números começaram a ser contabilizados em março de 2020. Os novos registros dividem-se entre 179 (6,5%) diagnósticos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 2.541 (93,5%) quadros leves da Covid-19. Com isso, Pernambuco totalizou 39.869 casos graves e 362.288 formas leves da doença. Os casos do novo coronavírus estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Fabricantes da Sputnik V anunciam processo contra a Anvisa por “difamação”

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O RDIF (Fundo Russo de Investimento Direto), responsável pela produção e distribuição da vacina Sputnik V, afirmou, nesta 5ª feira (29), que vai iniciar um processo judicial contra a Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária). O fabricante do imunizante contra a covid-19 diz que a agência reguladora “espalhou informações falsas e imprecisas intencionalmente”.

O polêmico experimento com células humanas cultivadas em embriões de macaco

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Embriões de macaco contendo células humanas foram feitos em um laboratório. A pesquisa, feita por uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos e da China, gerou um novo debate sobre a ética de tais experimentos. Os cientistas injetaram células-tronco humanas (células que têm a capacidade de se desenvolver em muitos tecidos diferentes do corpo) em embriões de macacos. Os embriões em desenvolvimento foram estudados por até 20 dias. Outros chamados embriões de espécies mistas, ou quimeras, foram produzidos no passado, com células humanas implantadas em embriões de ovelhas e porcos.

Alguns cientistas, no entanto, levantaram preocupações sobre o experimento, argumentando que embora os embriões neste caso tenham sido destruídos em 20 dias, outros poderiam tentar levar o trabalho adiante. Eles estão pedindo um debate público sobre as implicações da criação de quimeras com parte humana e parte não humana.

Anna Smajdor, palestrante e pesquisadora em ética biomédica na Escola de Medicina de Norwich da Universidade de East Anglia, disse, comentando sobre a pesquisa, que ela apresenta "desafios éticos e legais significativos". Ela acrescentou:

"Os cientistas responsáveis por esta pesquisa afirmam que esses embriões quiméricos oferecem novas oportunidades, porque 'não somos capazes de conduzir certos tipos de experimentos em humanos'. Mas se esses embriões são humanos ou não é uma questão em aberto."

Falhas na regulação sobre bioética explicam destaque chinês com "bebês transgênicos" e "quimeras"

A China tenta se tornar líder em pesquisa genética e clonagem, e as áreas cinzentas da legislação local abriram caminho para experimentos às vezes controversos. Cientistas chineses foram os primeiros em 2015 a conseguir modificar genes de embriões humanos, de acordo com a revista Nature.

No mesmo ano, um canteiro de clonagem animal estava sendo construído em Tianjin (norte), com a ambição de produzir até um milhão de gados de corte por ano. No início de 2018, pesquisadores chineses conseguiram dar à luz pela primeira vez macacos geneticamente idênticos pela mesma técnica de clonagem usada há mais de 20 anos para a famosa ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado. 

Um grupo de pesquisa da China anunciou em 15 de abril na revista científica Cell que conseguiu desenvolver em laboratório embriões híbridos de macaco e humano. Durante o experimento, os embriões cresceram e se multiplicaram, sobrevivendo por até 19 dias em cultura. É a primeira vez que as células das duas espécies se comunicam com sucesso, gerando uma quimera (denominação para o ser criado a partir de dois animais). O estudo está dividindo a comunidade científica a respeito dos limites éticos envolvendo uma combinação de seres tão próximos na cadeia evolutiva e as possíveis consequências disso.

Passaporte da vacina na Europa preocupa quem recebeu a Coronavac

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Um debate em curso na Europa levou preocupação a brasileiros e moradores de outros países fora da bolha do desenvolvimento que sonham em viajar para o continente após o arrefecimento da pandemia e a expansão do programa de vacinação. A UE (União Europeia) defende que apenas inoculadas com imunizantes aprovados para uso no bloco possam ter acesso ao passe livre do Certificado Digital Verde, que a entidade diplomaticamente evita chamar de passaporte da vacina.

Isso hoje excluiria a Coronavac, fármaco de origem chinesa que é formulado e será fabricado pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Até aqui, a vacina está em cerca de 80% das carteirinhas do Programa Nacional de Imunização, sendo os registros restantes da droga da AstraZeneca/Universidade de Oxford.

É um debate ainda incipiente, e começou de olho nos turistas americanos que possam visitar a Europa durante o verão (inverno no Hemisfério Sul). Há dúvidas sobre o uso de outros parâmetros além da vacinação para o passe digital, mas as tratativas com Washington estão em curso.

Variante P1 já responde por 90% das amostras em SP

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A variante P.1 do novo coronavírus, primeiramente identificada em Manaus, já responde por 90% das amostras analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz no estado de São Paulo. Segundo um estudo divulgado hoje (28) pela Secretaria estadual da Saúde de São Paulo, dos 1.439 sequenciamentos genéticos realizados, 90% das amostras tinham prevalência da P.1. Essa é uma variante considerada de atenção em todo o mundo por poder ser mais transmissível ou provocar um quadro mais grave. O estudo também demonstrou que a prevalência dessa variante no estado quadruplicou em apenas três meses. Em janeiro, ela representava 20% dos sequenciamentos. Em fevereiro, a 40%. E no mês seguinte, já respondia por 80% das amostras analisadas.

Residência Médica X Pós-Graduação

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A residência médica, o tipo de pós-graduação mais comum e disseminada entre médicos atualmente, trata-se de um curso de especialização (lato sensu) gerenciado pelo MEC. O termo Residência Médica só pode ser utilizado por instituições inscritas e aprovadas pelo MEC nesta modalidade. 

A principal diferença entre a Residência Médica (RM) e Cursos de Pós-Graduação lato sensu é que, ainda que reconhecidos pelo MEC, apenas a RM confere o título de especialista automaticamente após a conclusão. Sendo assim, ao fazer um curso de especialização o médico não pode se denominar especialista.  Além disso, os residentes recebem uma bolsa de R$ 3.330,43 por 60 horas semanais, mas ficam praticamente impedidos de trabalhar, devido a pesada carga horária da residência. 

Muitas pessoas veem a residência médica como a única saída para uma boa carreira. No entanto, existem alguns problemas relacionados a essa modalidade: o profissional fica impedido de trabalhar, recebendo uma bolsa muito pequena. Além disso, com grande aumento do número de médicos, , o processo seletivo para se tornar um residente tem se tornado cada vez mais concorrido, visto que a oferta de vagas de residência não aumentou na mesma proporção.

O título de especialista é conferido pela associação ou sociedade brasileira da respectiva especialidade, afiliada à AMB. Para obtenção do título, o médico deve passar pela prova de Título de Especialista dentro das normas da AMB. A residência médica é a modalidade mais conhecida de pós-graduação e de tornar-se especialista, mas não é o único caminho.

 

 

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