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Declaração do AHA reúne tudo que sabemos até agora sobre arritmias em pacientes oncológicos

Declaração do AHA reúne tudo que sabemos até agora sobre arritmias em pacientes oncológicos

A oncologia vem avançando muito nos últimos anos, e isso possibilitou com que os pacientes vivessem mais tempo graças aos avanço no diagnóstico e tratamento, no entanto os mesmos medicamentos que salvam os pacientes podem os matar devido a alta toxicidade cardiovascular existente.

Dentre as complicações que se tem observado nos(as) pacientes oncológicos(as) estão as arritmias e esses pacientes têm muitas particularidades no que se refere ao seu manejo e acompanhamento, para as arritmias cardíacas não é diferente.

Tendo em vista essa problemática, a American Heart Association e colaboradores realizaram a construção de um documento que traz todo o conhecimento existente até agora no que ser refere à identificação e tratamentos de arritmias em pacientes com câncer.

 

Quais são as arritmias mais comuns?

As taquiarritmias atriais, particularmente a fibrilação atrial são as mais comuns, no entanto as arritmias ventriculares, incluindo aquelas com intervalo QT prolongado devido ao tratamento e bradiarritmias também podem acontecer.

 

Como estão os estudos até agora?

Há escassez de estudos que abordem a necessária prevenção e tratamento para esses casos, uma vez que já se estabeleceu a relação de causa-efeito entre toxicidade e fármacos para tratamento de câncer. 

 

Qual a motivação para o lançamento de tal declaração científica?

Trata-se também de um chamado para a mobilização das diferentes áreas que de algum modo se sobrepõem à oncologia em prol de desenvolverem estudos e terem um local de fácil acesso a todo o conhecimento relevante que existe até agora em prol de fornecer um tratamento e cuidado de maior qualidade aos pacientes oncológicos.

Tais áreas são: oncologia cardíaca, eletrofisiologia, oncologia comunitária.

O assunto também foi tema especial no nosso programa premium da Academia Médica, o Troca de Plantão que ocorre diariamente às 6 AM na ClubHouse. Ouça na íntegra aqui:

Entre o tema abordado, foi falado sobre as áreas de sobreposição entre especialidades e a dificuldade que é para um especialista em uma área interpor o conhecimento para o benefício do paciente e como isso pode ser feito

Houve incidência maior de arritmias em pacientes oncológicos, entre elas a fibrilação atrial, mas qualquer tipo de arritmia pode acontecer no paciente, podendo até mesmo desenvolver bloqueio átrio-ventricular. 

Existe uma classe antraciclinas, principalmente a doxorrubicina que causa disfunção ventricular bem conhecida.

Foram faladas também as causas principais das arritmias cardíacas, os mecanismos pelos quais as drogas causam esse efeito colateral.

  • Disfunção autonômica

  • Disfunção miocárdica direta

  • Alteração/disfunção de canais iônicos

  • Isquemia miocárdica

  • Doença pericárdica

  • Liberação de citocinas

Foi comentado também que só de o paciente ter câncer ele já aumenta em x vezes a chance de desenvolver arritmias, para saber o número vou deixar a indicação completa do bate papo, disponível no player acima, e em todas as outras plataformas integradoras de podcasts, portanto, fique à vontade para usufruir desse conhecimento.

 

Achou esse tema interessante? Compartilhe seu conhecimento e experiência sobre o assunto no espaço abaixo apropriado para comentários, espero que tenha gostado e até a próxima leitura.

 


Por Yan Kubiak Canquerino - Colaborador da Academia Médica


 

Referências:

Recognition, Prevention, and Management of Arrhythmias and Autonomic Disorders in Cardio-Oncology: A Scientific Statement From the American Heart Association | Circulation (ahajournals.org). Acesso em 23/06/2021.

Risk of Atrial Fibrillation According to Cancer Type: A Nationwide Population-Based Study | JACC: CardioOncology. Acesso em 23/06/2021.

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