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Desigualdade na distribuição de morfina compromete a qualidade dos cuidados paliativos

Desigualdade na distribuição de morfina compromete a qualidade dos cuidados paliativos
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jun. 19 - 3 min de leitura
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou recentemente sobre a grave falta de morfina - um elemento vital no tratamento de dores intensas - em muitas regiões do globo. Num relatório divulgado recentemente, a OMS detalha a angústia inescapável de muitos pacientes, que poderia ser evitada se houvesse acesso adequado a este medicamento crucial.

Segundo a OMS, metade das mortes em todo o mundo ocorre em conjunto com sofrimentos graves advindos de condições médicas. A morfina, se administrada corretamente, pode amenizar tais dores, aumentando a qualidade de vida desses pacientes.

Atualmente, a OMS aponta que o mundo está enfrentando duas crises opostas, porém entrelaçadas, em relação aos opioides. A primeira crise é marcada pelo uso indevido de opioides, com a presença disseminada de substâncias ilícitas e não reguladas, como o fentanil. A segunda, por sua vez, diz respeito à falta de acesso aos opioides legítimos e necessários para o controle da dor, particularmente em cuidados paliativos.

A morfina, considerada o padrão-ouro para o tratamento da dor, integra a lista de medicamentos essenciais da OMS desde 1977. No entanto, o acesso a esta droga em todo o mundo é prejudicado pela descoordenação na cadeia de abastecimento, pela falta de recursos humanos e pela disseminação de informações errôneas.

Outra barreira significativa é a existência de leis excessivamente restritivas, que tornam a prescrição e dispensação da morfina mais desafiadoras para os profissionais de saúde. Uma pesquisa da OMS com 105 países revelou que 50% dos respondentes de países de baixa renda afirmaram que 80% dos pacientes necessitados não têm acesso à morfina ou outros opioides.

A distribuição de morfina, infelizmente, é notadamente desigual, e os países de renda alta concentram 90% da distribuição global de opioides equivalentes à morfina. Em países de baixa renda, o consumo de morfina é 63 vezes menor. Yukiko Nakatani, assistente do diretor-geral da OMS para Medicamentos e Produtos de Saúde, expressou a necessidade urgente de ação para garantir "acesso seguro e oportuno à morfina para aqueles com necessidade médica mediante políticas balanceadas."

O conteúdo traz um alerta sobre a necessidade de unirmos esforços frente às políticas que garantam o acesso seguro e oportuno à morfina para aqueles que realmente necessitam. Juntos podemos trabalhar na conscientização, educação e defesa de medidas que assegurem a distribuição justa de medicamentos vitais visando preservar a dignidade e melhorar a qualidade de vida dos nossos pacientes.



Leia também: 


Fonte: 

United Nations. (2023, June). Acesso à morfina: uma questão de dignidade e qualidade de vida [Press release]. Obtido de https://news.un.org/pt/story/2023/06/1816127



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