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Dia Mundial do Rim 2016 - A prevenção começa na infância!

Dia Mundial do Rim 2016 - A prevenção começa na infância!

Dia Mundial do Rim 2016 - A prevenção começa na infância!

por Erika Vieira

Em 2016 o dia mundial do rim será celebrado no dia 10 de março (e não 9 de março como o Ministério da Saúde anunciou) e o tema é “Prevenção da doença renal começa na infância”.   A Sociedade Brasileira de Nefrologia coordena essa campanha no Brasil e neste ano o foco é alertar a população com relação a adoção de hábitos saudáveis desde a infância. Serão realizadas ações em todo o mundo com o objetivo de divulgar as informações relacionadas a prevenção das doenças renais.

A doença renal crônica (DRC) na infância é diferente dos adultos, sendo as anomalias congênitas e as doenças hereditárias os diagnósticos mais frequentes. Diferentemente dos adultos, as glomerulopatias ficam em segundo plano nas causas da DRC infantil, sendo nefropatia diabética e hipertensiva (principais causas de DRC) raras na infância.

No Brasil há diferenças regionais importantes na incidência e prevalência da DRC, com maior frequência da doença nas regiões Sul e Sudeste, em detrimento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o que nos leva a pensar em subnotificação. Sobrepondo a este fato temos também o diagnóstico que na maioria das vezes é tardio e incompleto. A situação clinicamente mais frequente é o estabelecimento do diagnóstico da DRC já em sua fase terminal, fazendo com que os benefícios potenciais do diagnóstico mais precoce sejam pouco aproveitados.

À medida que ocorre a deterioração da função renal, várias anormalidades clínicas e metabólicas começam a aparecer e estas aumentam em gravidade e prevalência com a redução progressiva da função renal. Pacientes com DRC apresentam manifestações clínicas múltiplas que envolvem vários órgãos e sistemas. Na criança, o comprometimento do crescimento constitui-se em fator preocupante.

As seguintes situações devem merecer acompanhamento específico, pois aumentam o risco de Doença Renal Crônica:

  • Antecedente de Doença Policística Renal ou outras doenças genéticas do rim;
  • Lactentes de baixo peso ao nascimento;
  • História de Insuficiência Renal aguda por hipoxemia ou outros insultos;
  • Displasia ou hipoplasia renal;
  • Uropatias obstrutivas;
  • Refluxo vésico-ureteral associado a infecções urinárias recorrentes e com cicatrizes renais;
  • Antecedente de Síndrome Nefrítica ou Nefrótica;
  • Antecedente de Síndrome Hemolítica Urêmica;
  • Diabetes melitus tipo I ou II;
  • Lupus eritematoso sistêmico;
  • Antecedente de hipertensão, trombose no período neonatal. -> vale lembrar que toda criança saudável deve ter sua pressão arterial aferida nas consultas pediátricas de rotina.

Exames de triagem como parcial de urina, relação proteína/creatinina em amostra isolada de urina, pesquisa de microalbuminúria, ultrassonografia renal, perfil renal (uréia e creatinina) e eletrolítico são frequentemente necessários nos pacientes com risco de DRC.

Nos casos de retardo de crescimento, a pesquisa do equilíbrio ácido-base é essencial. Exames mais específicos deverão ser realizados orientados pela suspeita etiológica da doença renal.

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Os pacientes de risco devem ser submetidos a testes de marcadores de lesão renal e estimativa de nível da função renal a intervalos regulares.

A IRC é uma condição potencialmente fatal que não se cura; o objetivo a longo prazo dos cuidados de crianças com IRC é prover espaço de vida o mais longo possível com morbidade mínima e a oportunidade para o desenvolvimento e crescimento próximos ao desejado.

São poucas as informações relacionadas às crianças brasileiras com insuficiência renal crônica, devendo-se considerar a possibilidade da realização de estudo multicêntrico nacional para conhecermos verdadeiramente a situação dos nossos pacientes.

Informações adicionais estão disponíveis nos sites: www.sbn.org.br  ewww.worldkidneyday.org

Academia Médica
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