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Novo Guideline para diagnóstico e manejo do Covid longo

Novo Guideline para diagnóstico e manejo do Covid longo

Uma da manifestações que tem preocupado as entidades médicas durante a pandemia é o aparecimento de uma síndrome nova denominada de Covid longo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Como essa entidade afeta tanto adultos como as crianças, diversos grupos de pesquisa têm se empenhado para dar orientações baseadas em evidências para diagnóstico e manejo. Foi assim que um grupo de pesquisadores ingleses publicaram recentemente um novo guideline para basear a decisão clínica nestes pacientes.

Nesse novo Guideline você encontrará 35 recomendações (em inglês) de questões relacionadas ao diagnóstico, manejo e diagnósticos diferenciais. Além disso, as recomendações são subdivididas em clínica geral, pneumologia, cardiologia e outros sistemas, já que o teto foi elaborado por diversos especialistas de vários campos da medicina. Confira abaixo algumas das recomendações.

  1.  Diagnóstico: Considerar Covid longo em pacientes com diagnóstico clínico de Covid-19 de acordo com os critérios da OMS ou histórico de teste positivo com sintomas novos ou flutuantes incluindo, mas não se limitando a, falta de ar, dor no peito, palpitações, taquicardia, sibilo, estridor, urticária, dor abdominal, diarreia, artralgia, neuralgia, disfonia, fadiga (incluindo fadiga neurocognitiva), comprometimento cognitivo, pirexia prolongada e neuropatia ocorrendo além de quatro semanas após os primeiros sinais e sintomas da Covid-19.
  2.  Considere investigações individualizadas, gerenciamento e planejamento de reabilitação por meio de um serviço de avaliação multidisciplinar conforme os serviços o permitam. Priorize avaliações médicas e diagnósticos inicialmente, e considere profissionais de saúde aliados, incluindo fisioterapia e terapia ocupacional como complementares.
  3.  Não é apropriado que locais destinados à reabilitação destes pacientes sejam conduzidas por especialistas em saúde mental (Além do médico psiquiatra). Eles são fundamentais na equipe multidisciplinar, mas não têm experiência para investigar e gerenciar possíveis lesões de órgãos alvo.
  4. Todos os menores de 18 anos precisam de acesso a serviços semelhantes dos adultos com Covid longo, mas que devem ser administrados por especialistas pediátricos com conhecimento de como as apresentações e tratamentos diferem para adultos e com contato próximo com a escola
  5. Pacientes com diagnóstico prévio de doenças neuropsiquiátricas devem ter igual acesso aos cuidados médicos como os paciente sem problemas de saúde mental e não devem ser submetidos à triagem fora dos serviços.

Se interessou pelas recomendações? Clique aqui e confira a versão original do estudo e se aperfeiçoe.

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Referências

1. Nurek M, Rayner C, Freyer A, Taylor S, Järte L, MacDermott N, et al. Recommendations for the recognition, diagnosis, and management of long covid: A Delphi study. British Journal of General Practice [Internet]. 2021 Aug 2 [cited 2021 Sep 13];BJGP.2021.0265. Available from: https://bjgp.org/content/early/2021/07/27/BJGP.2021.0265 ‌

Conteúdo elaborado por Diego Arthur Castro Cabral

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