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Como service design o fortalece no jogo multiplayer da Saúde?

Como service design o fortalece no jogo multiplayer da Saúde?

 Um dos jogos mais divertidos de nossa infância era o War. Um exército, um objetivo, sorte nos dados, rezar para vim as boas cartas, mas também, rapidamente, eliminar o amigo que mais se irritava em sair do jogo. É sempre muito divertido e, apesar de sempre jogarmos, a cada jogo era uma história diferente.

Mas no dia a dia, não é bem isso que acontece. Constantemente nos colocamos em situações de jogos repetitivos e, para piorar as coisas, múltiplos e simultâneos. Nesse cenário, tomamos sempre as mesmas decisões para manter um ganho "seguro". Essa é a cultura empregada até agora: sempre procurar o melhor payoff.

Quando vamos desenhar soluções para múltiplos stakeholders, como é o caso da Saúde, é importante, para cada ponto de interação entre os participantes, fazer uma análise dos payoffs daquela situação e entender como é o comportamento atual, e então tentar criar jogos em que ocorra um ganha-ganha-ganha mais interessante e sustentável.

Lembre-se que na maioria dessas interações, há mais de dois stakeholders, então deve-se analisar cada uma das respostas possíveis e como serão os respectivos payoffs.

Um artifício interessante a ser adotado aqui é a gamificação. Poucos conseguem entender o que faz a gamificação de tão importante na teoria dos jogos: ela altera os payoffs, de forma tangível ou intangível e mantém o jogo, sendo jogado com maior gratificação e melhores payoffs.

Um exemplo de gamificação com múltiplos stakeholders está nos jogos de MMORPG. Você tem o fabricante do produto (que quer você jogando), as guildas (que gostariam de você mais poderoso para as aventuras) e você (que quer ajudar a você mesmo e a sua guilda). Então todos estão em um ambiente que o mantém frequentemente jogando.

O grande desafio na Saúde será mostrar que uma gamificação completa de toda a Saúde, considerando os payoffs mais interessantes se todos colaborarem sem constrangimentos, de forma transparente e sem extorsões, tornará o sistema mais empático e o verdadeiro foco de nossa intenção – o paciente –levará sempre o melhor payoff possível. 

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Carlos Eduardo Bernini Kapins
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Médico, Service Designer, Curioso

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