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Sobre o fardo da responsabilidade e as pequenas alegrias da vida

Sobre o fardo da responsabilidade e as pequenas alegrias da vida

Hoje eu tive um dia difícil no plantão e isso não é novidade para quem trabalha na saúde. Vivemos trabalhando em regimes sobrehumanos para fazer o necessário e honrar o tal juramento.

É uma corrida contra tudo: contra o tempo, contra a falta de recursos, contra o cansaço, contra nosso próprio psicológico. Este último vem sendo colocado à prova de fogo.

Tenho visto muitas coisas nesses 3 últimos meses que me marcaram bastante. E hoje não foi diferente.

No fim dessa tarde uma pequena chega ao pronto socorro nos braços de sua mãe, havia caído de alguns metros de altura, e não respondia. Era um TCE grave. Neste momento só existia uma voz na minha cabeça: eu não posso perder essa menina!
Sei que esse também era o sentimento de toda a minha equipe. É inaceitável não salvar uma vida de apenas 4 anos!

Nesse momento, no meio da minha rotina maluca eu parei para refletir que diversas vezes reclamo de coisas tão pequenas, mas a verdade é que tudo o que importa não são coisas: são pessoas! 

Hoje aquela criança vai passar a noite bem.
Ela não sabe, mas eu, depois de 7 dias dormirei na minha própria cama, FELIZ!

Pelo visto ela cuidou de mim tanto quanto eu cuidei dela. 

#prontosocorro

 


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