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SUS Inicia Distribuição do Implanon

SUS Inicia Distribuição do Implanon
Comunidade Academia Médica
set. 23 - 3 min de leitura
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No dia em que o Sistema Único de Saúde (SUS) completa 35 anos, o Ministério da Saúde marcou um passo histórico no planejamento reprodutivo do país, com a chegada das primeiras unidades do implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, conhecido comercialmente como Implanon. O anúncio foi feito no Aeroporto de Guarulhos, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que acompanhou pessoalmente a entrega de mais de 100 mil dispositivos e 100 kits de treinamento para capacitar profissionais de saúde em todo o Brasil.

O Implanon trata-se de um método reversível, altamente eficaz, que pode permanecer ativo por até três anos sem necessidade de intervenções adicionais. Até 2026, o governo federal pretende distribuir 1,8 milhão de implantes, sendo 500 mil ainda em 2025, com um investimento total de cerca de R$ 224 milhões.

Segundo Padilha, a estratégia vai além da ampliação de métodos contraceptivos: "O implante além de prevenir a gravidez, ajuda a reduzir a mortalidade materna no país, ao oferecer acesso gratuito a um método que, no setor privado, costuma ter custo elevado." A prioridade de distribuição será para regiões com maiores índices de vulnerabilidade social e gravidez na adolescência.

O Ministério da Saúde programou, entre outubro e dezembro de 2025, Oficinas de Qualificação para a Implementação do Implante Subdérmico, que capacitarão profissionais da Atenção Primária à Saúde para a inserção do dispositivo. Para apoiar esse processo, serão entregues kits de treinamento contendo aplicadores, placebo do implante, braços anatômicos e peles artificiais. Gestores municipais e estaduais também participarão das oficinas, discutindo estratégias de implementação local.

Tecnologia contraceptiva de longa duração (LARC)

O Implanon integra o grupo de contraceptivos conhecidos como LARC (Long-Acting Reversible Contraceptives), métodos reversíveis de longa duração que dispensam o uso diário ou mensal, como ocorre com pílulas ou injetáveis. Até então, o SUS oferecia apenas o DIU de cobre nesta categoria. A incorporação do implante amplia o leque de opções disponíveis e reforça o compromisso do sistema público com políticas de saúde sexual e reprodutiva baseadas em evidências.

Além da alta eficácia, outro ponto positivo é o rápido retorno da fertilidade após a remoção do implante, o que permite maior autonomia às mulheres no planejamento familiar. A inserção e a retirada são procedimentos simples e poderão ser realizados na própria rede pública, garantindo continuidade do cuidado.

A decisão de incorporar o Implanon ao SUS foi recomendada pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) em julho de 2025, após análise de eficácia, segurança e custo-benefício. Desde então, o Ministério da Saúde vem atualizando protocolos clínicos, adquirindo os insumos e preparando a infraestrutura para que o método esteja disponível em todo o país.


Referência: 

Ministério da Saúde. (2025, 19 de setembro). Ministério da Saúde recebe as primeiras unidades do Implanon. Governo do Brasil. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/setembro/ministerio-da-saude-recebe-as-primeiras-unidades-do-implanon

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