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La Dama & la Muerte - Até quando devemos brigar com a morte?

La Dama & la Muerte - Até quando devemos brigar com a morte?

A nossa função diária exige muitas tomadas de decisão difíceis. Sempre temos que ponderar o real benefício de uma ação médica. Considerarmos quais as ações que realmente trarão qualidade de vida para um paciente. Além de pensarmos no paciente, muitas vezes temos que respeitar a vontade da família, que, por incrível que pareça, em alguns momentos não são as mesmas do paciente. Veja o fantástico curta de animação a seguir. Produzido por Antônio Meliveo, Enrique Posner e Juan Molina, o filme chamada "La Dama & la Muerte", contextualiza um pouco sobre o fim da vida e a ação médica para "evitá-la".

Até quando devemos brigar com a morte?

Essa é uma pergunta que temos ter respondida em nossas cabeças, pois devemos orientar ao paciente e seus familiares sobre os benefícios, os malefícios e os custos de uma intervenção que não tenha clara efetividade naquele tratamento. Nessa discussão entra também o DNR (Do not Ressucitate) e o DNI (Do not intubate). Para ajudar nessa difícil ação, os órgãos de classe mundiais já fizeram resoluções sobre o Testamento Vital.

Ainda para sustentar essas opções devemos lembrar que a morte nos dias de hoje não é nada natural:

  • Na Flórida (EUA), 3 em cada 5 mortes acontecem dentro de uma UTI. Qual é o benefício disso?
  • Pela gastança desenfreada de recursos você consegue mais algumas horas ou dias de "vida" para aquele paciente moribundo. Que tipo de vida? Conectado a um respirador? Com drogas vaso ativas por todos os lados? Com alimentação enteral/parenteral?

Com o Testamento Vital, é o paciente quem decide que tipo de desfecho ele gostaria para a sua vida. Ele é superior à vontade da família e dos médicos. Conheça mais sobre o assunto em outros dois textos já publicados na Academia Médica: Vale a pena brigar com a morte? e Pelo direito de uma morte digna!

Sobre o Assunto recomendo:

Testamento Vital - Luciana Dadalto - Excelente livro da Dra em Bioética que foca seus estudos na terminalidade da vida. Por um tempo escreveu também aqui na Academia Médica sobre o assunto (estamos com saudades), possui uma vasta obra publicada em diversos journals que abordam o assunto 

Extremis - documentário de 30 minutos disponível no Netflix que aborda as difíceis decisões da família e da equipe médica sobre a terminalidade da vida

A morte é um dia que que vale a pena viver - Ana Claudia Quintana Arantes - Paliativista, pude vê-la pela primeira vez no TEDx da FMUSP, em 2013. Esse livro é de uma sensibilidade ímpar, que coloca a autora (junto com seus vídeos publicados no Youtube) em uma das maiores referências em terminalidade da vida para o grande público.

Para mais conteúdos culturais, siga o CLUBE DO LIVRO ACADEMIA MÉDICA, assim você poderá ver o que seus pares médicos estão lendo em seu ócio criativo e também contribuir com as suas reflexões sobre aqueles livros que você mais gosta.

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Fernando Carbonieri
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