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TP #37: 9 anos falando o que a faculdade esqueceu de contar

TP #37: 9 anos falando o que a faculdade esqueceu de contar

Em comemoração ao aniversário de 9 anos da Academia Médica, Fernando Carbonieri e demais convidados comentam sobre como a nossa comunidade está revolucionando o conhecimento em saúde.

O Troca de Plantão acontece de Segunda a Sexta às 06h30 da manhã no Clubhouse e é transformado em Podcast para você que não pode participar conosco ao vivo. Dê o play aqui e curta conosco.

Comandado por Fernando Carbonieri, médico e fundador da Academia Médica, o Troca de Plantão nº37 contou com os colegas Filipe Prohaska,  Ana Carolina Carvalho, Jamil Cade, Alexander Buarque, Newton Nunes, Ana Panigassi, Marilea Assis, entre outros que também compartilharam conhecimento com a comunidade. Com audiência crescente, o Troca de Plantão da Academia Médica traz as principais publicações científicas do cenário mundial, discutidas por profissionais de ponta.

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Nossos heróis aqui do #TP trouxeram as suas fofocas e a gente traz a sedimentação teórica para elas. Confira abaixo as referências que embasaram a discussão de hoje!

Fernando deu o pontapé inicial do TP ressaltando como foi a gênese da Academia Médica, bem como alegou que as ciências da saúde não são pragmáticas, mas sim ciências de verdades mutáveis e transitórias. 

#TOP9 textos mais lidos da AM

Leia, na íntegra, aqui.

Neste ano de 2021 a Academia Médica completa 9 anos e para cada dia da semana preparamos, com grande empenho, 9 coisas que você precisa saber sobre a AM! E neste texto estão os nossos 9 textos mais lidos, com os respectivos links para leitura.

Anticorpos distintos e respostas de células B de memória em indivíduos recuperados e virgens de SARS-CoV-2 após vacinação de mRNA

Leia, na íntegra, aqui. 

As novas vacinas de mRNA para SARS-CoV-2 foram autorizadas para uso de emergência. Apesar de sua eficácia em ensaios clínicos, os dados sobre as respostas imunes induzidas pela vacina de mRNA são limitados principalmente a análises sorológicas. Aqui, interrogamos células B de memória específicas de anticorpos e antígenos ao longo do tempo em 33 indivíduos naïve para SARS-CoV-2 e 11 indivíduos recuperados para SARS-CoV-2. Indivíduos virgens de SARS-CoV-2 necessitaram de ambas as doses de vacina para aumentos ótimos de anticorpos, particularmente para títulos neutralizantes contra a variante B.1.351. 

As células B de memória específicas para a proteína de pico de comprimento total e o domínio de ligação ao receptor de pico (RBD) também foram eficientemente iniciadas pela vacinação de mRNA e detectáveis ​​em todos os indivíduos ingênuos de SARS-CoV-2 após a segunda dose de vacina, embora a resposta das células B de memória tenha diminuído ligeiramente com a idade. Em indivíduos recuperados com SARS-CoV-2, as respostas de anticorpos e células B de memória foram significativamente aumentadas após a primeira dose de vacina; no entanto, não houve aumento nos anticorpos circulantes, títulos neutralizantes ou células B de memória específicas do antígeno após a segunda dose. 

Nordeste tem a menor taxa de mortalidade por Covid-19 dos últimos 30 dias no Brasil

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O nordeste do Brasil apresentou a menor taxa de mortalidade por Covid-19 dos últimos 30 dias em comparação às outras regiões. A média foi de 25,1 óbitos a cada 100 mil habitantes. É o que mostra relatório da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), divulgado no fim desta semana, considerando dados até a última quinta-feira (15). Estão na sequência as regiões Norte (29,1), Sudeste (42,8) e Sul (55,7). De acordo com documento, o Centro-Oeste do país foi o mais atingido, com taxa em 56,6. A média nacional foi de 39,2 casos para cada 100 mil habitantes. 

O ano em que a Terra mudou: Apple TV

Narrado por David Attenborough, este documentário especial oportuno examina a extraordinária resposta da natureza a um ano de bloqueio global. Esta carta de amor ao planeta Terra o levará de ouvir o canto de pássaros em cidades desertas pela primeira vez em décadas, a testemunhar baleias se comunicando de maneiras nunca antes vistas. O documentário discute como as mudanças no comportamento humano - reduzindo o tráfego de navios de cruzeiro, fechando praias alguns dias por ano, identificando formas mais harmoniosas de coexistência de seres humanos e vida selvagem - podem ter um impacto profundo na natureza e nos dar esperança para o futuro.

Padrão espaço-temporal de COVID-19 disseminado no Brasil

Leia, na íntegra, aqui.

O Brasil foi severamente atingido pela COVID-19, com rápida disseminação espacial de casos e óbitos. Usamos dados diários sobre casos notificados e óbitos para compreender, medir e comparar o padrão espaço-temporal da distribuição entre os municípios. Indicadores de agrupamento, trajetórias, velocidade e intensidade do movimento de COVID-19 para áreas interiores, combinados com índices de medidas de política mostram que, embora nenhuma narrativa única explique a diversidade na propagação, uma falha geral de implementação imediata, coordenada e respostas equitativas em um contexto de fortes desigualdades locais alimentaram a propagação de doenças. Isso resultou em taxas de infecção e mortalidade altas e desiguais. Com o aumento atual de casos e mortes e várias variantes preocupantes em circulação, a falha em mitigar a propagação pode agravar ainda mais o fardo.

Cientistas criam 132 embriões com uma combinação entre macaco e humano na China

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Embrião com células de macaco e de humano gerado pela equipe de Juan Carlos Izpisua.

Durante a pesquisa, foram fertilizados óvulos extraídos de macaco cinomolgo (Macaca fascicularis). Seis dias após a fertilização, 132 embriões receberam células-tronco pluripotentes humanas, capazes de se desenvolverem como uma infinidade de células dentro e fora dos embriões. As células híbridas cresceram e se dividiram, como é esperado no desenvolvimento embrionário, porém cada indivíduo resultou combinações únicas entre células de humano e de macaco.

Durante o estudo, os embriões se deterioraram em níveis variáveis: 11 dias após a fertilização, 91 estavam vivos; no 17º dia, 12 sobreviveram; e apenas 3 chegaram ao 19º dia após a fertilização. Os pesquisadores envolvidos no experimento acreditam que alguns híbridos de humanos e animais possam ser boas cobaias para testes de drogas e usados para o crescimento de órgãos para transplante. Desde 2017, a equipe vem trabalhando com híbridos e já testou porcos com células humanas, vacas com células humanas e ratos com células de camundongo. Em 2019, o mesmo time de cientistas conseguiu manter um embrião de macaco crescendo em laboratório por 20 dias após a fertilização.

O time também tentou fazer um híbrido de rato e humano, mas até o momento não teve sucesso. Os envolvidos suspeitam que a dificuldade ocorre devido à distância de ambos na cadeia evolutiva, o que pode fazer que as células das duas espécies tenham mecanismos diferentes para se comunicar. O último trabalho, no entanto, vem dividindo cientistas e biólogos: alguns questionam a necessidade dos experimentos usando primatas próximos a humanos, porque esses animais não costumam ser utilizados em pesquisas como modelos, já que o mais usual são ratos e camundongos. Há também o receio de que esse tipo de pesquisa possa chocar a opinião pública, uma vez que células nervosas humanas podem interferir na capacidade mental da quimera, embora no estágio embrionário não exista consciência.

“Não sabemos se embriões de macaco com células humanas seriam biologicamente viáveis, entretanto nosso objetivo na pesquisa de quimeras não é desenvolver novos organismos, mas compreender melhor o desenvolvimento humano para obter tratamentos para as doenças”.

Estados Unidos, Reino Unido e Japão já limitaram as pesquisas com quimeras envolvendo células humanas. O estudo mencionado neste texto foi financiado pelo governo chinês em parceria com uma universidade espanhola e uma fundação americana. Em maio de 2021, a Sociedade Internacional para Pesquisas com Células-Tronco (ISSCR) deverá publicar novas regras para estudos com células-tronco que devem envolver as quimeras, pois há um comitê da instituição especificamente para discuti-las atualmente.

Linha de Frente Brasil

A equipe do filme acompanhou os profissionais da saúde durante o pico da pandemia no Brasil na primeira onda, o dia a dia em três UTIs da Covid-19 na cidade de Santos – SP, entre os meses de março e novembro de 2020. A ideia do documentário é dar voz aos profissionais da saúde que estão lutando para salvar vidas em meio à uma pandemia. Foram ouvidos profissionais da saúde em todos os setores, com relatos emocionantes da luta diária com pacientes em estado grave.

O filme registrou também o início da pandemia na China e os países atingidos pela Covid-19 na Ásia e Europa pelas lentes do correspondente internacional Marcelo Espíndola, passando por São Paulo, Santos, Manaus e Pará. Relatos de médicos em lugares em que o sistema de saúde colapsou, sempre procurando entender a pandemia pelo olhar médico, como o do Dr. Roberto Zeballos (Imunologista), do Dr. Gustavo Pasquarelli (Infectologista) e de outros 23 profissionais da saúde. Retratamos no filme o momento em que o mundo e o Brasil pararam, a vida de médicos, enfermeiros e psicólogos que estão na linha de frente e que além do desgaste físico e emocional, foram isolados e privados do convívio diário com suas famílias.

O novo currículo do estudante de medicina

O ensino de saúde enfrenta o desafio de reformular seus objetivos e práticas, de maneira a responder às novas reivindicações que se afiguram do ponto de vista ético, humano e social. A criação do Sistema Único de Saúde - SUS, a partir dos movimentos de Reforma Sanitária, recoloca os limites da formação tradicional e reforça a necessidade de um modelo formativo que priorize uma formação generalista, humanista e crítico-reflexiva, pois o novo modelo de saúde demanda um profissional que atente não apenas para as dimensões técnicas do trabalho, mas também para as dimensões políticas e éticas implicadas na práxis.

A formação em saúde pressupõe a necessidade de formar profissionais habilitados a compreender e comunicarem-se adequadamente com os seus pacientes. Nesse sentido, coloca-se a necessidade de que os Projetos Políticos Pedagógicos – PPP dos cursos de medicina, bem como suas políticas formativas, atendam a necessidade de capacitar os acadêmicos uma boa compreensão do homem em seu contexto social/cultural/econômico, a serem capazes de lidar com a alteridade, respeitando os indivíduos em suas particularidades, compreendendo o “outro” em sua singularidade. Essa tarefa não é fácil, pois os estudantes de medicina estão inseridos em um contexto social de classe média e média-alta, sujeitas a uma determinada percepção do mundo. E o modelo de ensino, focado no positivismo científico, reafirma constantemente a objetividade biológica, em detrimento das condições sócio- culturais do indivíduo enfermo.

Gravidez e vacinação contra Covid-19 no Brasil: entenda as novas recomendações do Ministério da Saúde

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  • A portaria informa que apenas grávidas com comorbidades, que aumentem o risco para covid-19, ou que façam parte dos grupos prioritários, podem tomar a vacina;
  • Se a grávida não se enquadrar em nenhuma das condições, é necessário que o médico informe a necessidade para a imunização, considerando os riscos e benefícios;
  • O Ministério da Saúde está analisando incluir todas as grávidas e puérperas como grupo prioritário na campanha nacional de vacinação.

A nova recomendação é para que as mulheres grávidas com comorbidades sejam vacinadas. As doenças listadas são:

  • Asma brônquica;
  • Diabetes;
  • Doença cardiovascular;
  • Doenças autoimunes;
  • Doenças renais crônicas;
  • Hipertensão arterial crônica;
  • Imunossuprimidas;
  • Obesidade (IMC maior ou igual a 30);
  • Transplantadas.

Vacinação de professores começa no Rio: ensino básico é prioridade

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O secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, anunciou nesta sexta-feira (16) que a vacinação de profissionais da educação contra a Covid-19 terá início neste sábado (17) na capital fluminense. A imunização vai começar pelos professores, servidores e terceirizados a partir de 55 anos que trabalham na rede pública de ensino básico. 

 

 

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