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Residência Médica: Prepare-se para a Entrevista!

Residência Médica: Prepare-se para a Entrevista!

PARTE 1: O Objetivo da Entrevista

Por Larissa Wendling

Com a colaboração de Marina Melek e Melissa Erdmann

Fazer uma Residência Médica é, sem dúvidas, o sonho da maioria absoluta dos médicos que se formam nas universidades brasileiras. No entanto, nem todos conseguirão, ao menos na primeira tentativa, ser aprovados no processo seletivo. Por isso, o melhor preparo é fundamental para aumentar a competitividade.

Na maioria dos lugares, o processo seletivo divide-se em duas partes: a primeira consiste numa prova teórica (ou teórico-prática), responsável por 80 a 90% da nota do candidato, e a segunda é composta por análise de curriculum e/ou entrevista.

Com o advento dos cursinhos preparatórios, o perfil dos candidatos aprovados na prova é equalizado. Os candidatos com notas muito baixas serão eliminados e são raros aqueles que terão notas muito altas. De uma forma geral, todos os concorrentes passarão para a próxima etapa em um mesmo nível. A entrevista e a defesa de curriculum definirão quem está dentro ou fora da Residência Médica.

Este assunto tira o sono de muitos formandos, sem dúvidas. Nessa fase, o candidato tem que contar com a sua habilidade em demonstrar que é o profissional mais preparado para aquela vaga, e não existe uma fórmula a ser decorada para isso. Depois de conversar com preceptores e chefes de serviço de diferentes áreas de atuação, o Academia Médica traz uma série de dicas para você que está prestes a passar por essa avaliação.

 O objetivo da entrevista e defesa de curriculum

Esta etapa tem um único objetivo: saber se o candidato está ou não apto a fazer parte daquele serviço. Como empregador, o entrevistador quer saber se você se encaixa ou não no perfil daquela instituição. Em nada esse processo seletivo difere de qualquer outra entrevista de emprego. Você, entrevistado, deve mostrar que está apto. Você deve mostrar que o seu peixe é melhor do que o dos seus concorrentes. Venda-o.

Podemos resumir tudo o que será dito a seguir com duas dicas simples: a primeira delas é BOM SENSO. Muitas das nossas dicas resumem-se a isto. Às vezes o nervosismo pode atrapalhar o julgamento do candidato e com isso, coisas que parecem óbvias vão simplesmente desaparecer da sua cabeça. A segunda dica é: NÃO MINTA! A banca pode ser intimidadora sim, e você vai se sentir tentado a enaltecer as suas qualidades. Ainda assim, não ceda ao impulso. Mentir numa entrevista é contar com a sorte – cedo ou tarde (e, muitas vezes, bem mais cedo do que pretendemos, aliás...) alguém vai descobrir que você está mentindo e isso é péssimo.

Muitos médicos podem ser excelentes profissionais e ter um domínio teórico/técnico da área que querem tentar, mas têm uma grande dificuldade no relacionamento interpessoal. Não são raras as queixas de candidatos que se sentiram prejudicados (“mas minha nota na prova foi maior do que a do fulano e ele passou por causa da entrevista”.) mas devemos lembrar que o objeto e objetivo da profissão médica são o ser humano. Um profissional que tenha amplo conhecimento, porém dificuldade em expressá-lo, ou que não consiga passar por uma situação estressante, provavelmente não é o residente que um serviço procura.

Nesse aspecto, a entrevista com defesa de curriculum serve para tentar avaliar essas importantes habilidades médicas: a comunicação e a maneira como o profissional lida com situações estressantes.

 Prepare-se para a Entrevista

A primeira dica pode até parecer óbvia, mas muita gente não a leva em consideração: Conheça o lugar onde você está tentando a vaga de residência. É básico, mas às vezes passa batido. Se você pretende passar pelo menos dois anos da sua vida numa instituição, espera-se que ao menos você tenha pesquisado alguma coisa sobre ela. Responda para si mesmo: por que eu quero ser residente neste hospital?

A segunda dica é: saiba porque você quer tentar aquela residência. Para muita gente, essa resposta é natural. Outras pessoas, no entanto, chegam ao fim do curso sem saber bem o que querem, e acabam tentando algumas especialidades só por tentar, ou ainda em dúvida. Se esse for o seu caso, reflita no porquê de você querer aquela área ao invés de outra. Você achará uma resposta.

Tenha perspectiva de futuro e ideias do que você quer fazer com a sua especialidade. Claro, o futuro não é certo e temos que estar aptos às mudanças. Mas pense em como/onde você gostaria de se ver em cinco, dez anos. Você tem planos de vida? Tem ambições a seguir? Quer clinicar? Ir para a docência? Planeja continuar uma carreira acadêmica, com mestrado e doutorado? Quer ficar no país ou ir para o exterior?

Confira os quatro textos sobre a entrevista dos concursos de residencia médica aqui no Academia Médica

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Página da redação do Academia Médica para noticiar atualizações pertinentes aos médicos, acadêmicos de medicina e profissionais de saúde.

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