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Aspectos básicos para o atendimento à população LGBTQIA+

Aspectos básicos para o atendimento à população LGBTQIA+

A grande barreira no acesso aos serviços de saúde pelas lésbicas, gays, bisexuais, travestis, transsexuais, intersexos, assexuais e outros, decorre tanto do ambiente promotor de estigmas quanto pela discriminação que é encontrada nesses locais. (1)

Muitos dos profissionais de saúde, tanto os formados em Medicina quanto os de outras áreas, são os agentes responsáveis pela promoção de saúde da população, no aspecto da melhor orientação com bases científicas. No entanto, os altos níveis de profissionais que desconhecem a amplitude e diversidade da sexualidade humana, algo muito maior do que o binarismo entre masculino e feminino, ou entre a dualidade entre homossexual e heterossexual, pode provocar situações conflituosas para os usuários dos sistemas de saúde. (2)

A grande maioria das situações inadequadas decorre do mau uso de pronomes pessoais adequados ao gênero do/da paciente, pressuposição de heterossexualidade em mulheres lésbicas nas consultas ginecológicas ou até mesmo não saber orientar um paciente dentro das suas especificidades, mas que não tange ao que se conhece como cis heteronormativo ou ao que tradicionalmente - infelizmente - se aprende nas Escolas Médicas. (3) (4)

Por isso, hoje vamos buscar explicar um pouco sobre o que siginifica cada letra da sigla LGBTQIA+, o que é identidade de gênero, orientação sexual e expressão sexual.

Primeiro passo, assista o vídeo abaixo que foi produzido pelo Canal Minutos Psíquicos:

 

Segundo passo, a leitura das imagens abaixo e dos textos explicativos: 

[Imagem retirada da página TODXS Consultoria. Disponível em: ttps://medium.com/todxs/unic%C3%B3rnio-da-diversidade-um-olhar-hol%C3%ADstico-sobre-os-recortes-57b8fa92b36d]

GÊNERO: referência aos papéis, comportamentos, expressões, atributos socialmente construídos e que uma cultura considera apropriado para homens, mulheres, pessoas não-binárias. Vale ressalquer que GÊNERO NÃO SE REFERE AO SEXO BIOLÓGICO.

A/O assexual: aquela pessoa que não tem nenhuma atração sexual por nenhum gênero, seja ele masculino ou feminino ou até mesmo o não-binário.

A/O bissexual: aquele ser que sente amor, afeto e/ou atração sexual por mais de um gênero - homens (cis e trans) e mulheres (cis e trans).

A/O heterossexual: aquele ser que sente amor, afeto e/ou atração sexual por um único gênero, normalmente o gênero oposto (podendo ser tanto cis quanto trans)

O homossexual gay: aquele homem (cis ou trans) que sente amor, afeto e/ou atração sexual apenas por outros homens (cis e trans).

A homossexual lésbica: aquela mulher (cis ou trans) que sente amor, afeto e/ou atração sexual apenas por outras mulheres (cis e trans).

O/A transgênero (trans): aquela pessoa cuja identidade de gênero não corresponde às espectativas culturais assinaladas ao seu sexo biológico de nascimento, podendo ser tanto um homem trans quanto uma mulher trans.

A travesti: mulher que foi designada pelo gênero masculino ao nascer, mas se reconhece numa identidade feminina. O termo "travesti" é uma ressignificação do termo no contexto da América Latina. 

 


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Referências:

1 - OPAS Brasil. Estigma e discriminação são as principais barreiras à saúde para a população LGBT. Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5318:estigma-e-discriminacao-sao-as-principais-barreiras-a-saude-para-a-populacao-lgbt&Itemid=820

2 - SANTOS, Luís Eduardo Soares dos et al . O acesso ao Sistema Único de Saúde na percepção de homossexuais masculinos. Rev. Bras. Enferm.,  Brasília ,  v. 73, n. 2,  e20180688,    2020 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672020000200186&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  09  abr.  2021.  Epub 30-Mar-2020.  https://doi.org/10.1590/0034-7167-2018-0688.

3 - PAULINO, Danilo Borges; RASERA, Emerson Fernando; TEIXEIRA, Flavia do Bonsucesso. Discursos sobre o cuidado em saúde de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais (LGBT) entre médicas(os) da Estratégia Saúde da Família. Interface (Botucatu),  Botucatu ,  v. 23,  e180279,    2019 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832019000100249&lng=en&nrm=iso>. access on  09  Apr.  2021.  Epub July 10, 2019.  https://doi.org/10.1590/interface.180279.

4 - BEZERRA, Marcos Vinicius da Rocha et al . Política de saúde LGBT e sua invisibilidade nas publicações em saúde coletiva. Saúde debate,  Rio de Janeiro ,  v. 43, n. spe8, p. 305-323,    2019 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-11042019001300305&lng=en&nrm=iso>. access on  09  Apr.  2021.  Epub Aug 07, 2020.  https://doi.org/10.1590/0103-11042019s822.

5 - Pris Rosso. Unicórnio da Diversidade: um olhar holístico sobre os recortes. Disponível em: https://medium.com/todxs/unic%C3%B3rnio-da-diversidade-um-olhar-hol%C3%ADstico-sobre-os-recortes-57b8fa92b36d

Academia Médica
Matheus de Freitas
Matheus de Freitas Seguir

Estudante de medicina (UNINOVE Bauru); vice-presidente local para assuntos externos da IFMSA Brazil UNINOVE Bauru; assistente regional Paulista do Time Nacional de Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos Incluindo HIV e AIDS (SCORA) na IFMSA Brazil.

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