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Adversidade vs. Parentalidade Positiva: Moldando o envelhecimento epigenético infantil

Adversidade vs. Parentalidade Positiva: Moldando o envelhecimento epigenético infantil
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dez. 5 - 4 min de leitura
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A interseção entre a epigenética e a psicologia infantil ganhou um novo capítulo com uma pesquisa inovadora. Publicado em Psychological Science , o estudo liderado por Justin Parent, professor assistente de psicologia na Universidade de Rhode Island, Estados Unidos, juntamente com a Dra. Alexandra Sullivan e colaboradores de instituições renomadas, fornece evidências cruciais sobre o impacto da parentalidade positiva no envelhecimento biológico de crianças que enfrentam adversidades.

O envelhecimento biológico acelerado em crianças expostas a traumas e estresses crônicos é um fenômeno bem documentado. Este estudo concentra-se em crianças com atrasos no desenvolvimento e comportamento disruptivo, um grupo particularmente vulnerável a esse tipo de envelhecimento precoce.

O estudo empregou uma abordagem experimental, onde famílias foram aleatoriamente designadas para participar de sessões de terapia de interação pai-filho via telehealth ou alocadas em um grupo de controle. As sessões de  terapia de interação pai-filho visavam ensinar habilidades de parentalidade positiva, com ênfase na empatia e suporte, evitando comportamentos negativos como gritos ou castigos físicos.

💙 Os resultados foram surpreendentes. Crianças cujos pais adotaram práticas de parentalidade positiva mostraram uma desaceleração significativa no processo de envelhecimento epigenético. Este achado sugere que a intervenção em comportamentos parentais pode não apenas amortecer, mas reverter potencialmente os efeitos do envelhecimento biológico acelerado decorrentes de adversidades.


🧒 Implicações para a Prática Clínica:

Este estudo traz importantes insights aos profissionais de saúde mental e pediatria. Destaca a importância da parentalidade positiva e do ambiente familiar saudável para o desenvolvimento da criança, especialmente em contextos adversos. Além disso, sugere uma abordagem mais integrativa no tratamento de crianças com atrasos no desenvolvimento, onde o suporte à família é tão crucial quanto a terapia direcionada à criança.

Conforme reportado em Science Daily, o professor Parent e sua equipe estão expandindo este estudo na Universidade de Rhode Island, com foco nos mecanismos epigenéticos de risco e resiliência. Um objetivo ambicioso é desenvolver um biomarcador baseado em saliva para identificar crianças em risco de desafios de saúde mental e fornecer serviços de prevenção personalizados e informados biologicamente para as famílias.

Esta pesquisa desvenda um caminho promissor para atenuar o impacto das adversidades enfrentadas na infância. Enfatizando a importância da parentalidade positiva e do apoio familiar, ela oferece uma perspectiva renovada sobre como podemos proteger e fomentar a resiliência em crianças particularmente vulneráveis.

O estudo reforça a ideia de que a saúde mental e física das crianças é influenciada significativamente pelo ambiente familiar. Para os profissionais especializados em saúde infantil, o papel vai além do atendimento clínico individual, abrangendo também o contexto familiar e social onde a criança se desenvolve.

Ficou interessado em aprofundar seu conhecimento nas descobertas deste estudo? Disponibilizamos aqui o link de acesso a pesquisa na íntegra! 



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Referência:

  • University of Rhode Island. "Adversity accelerates epigenetic aging in children with developmental delays, but positive parenting can reverse course." ScienceDaily. ScienceDaily, 4 December 2023. <www.sciencedaily.com/releases/2023/12/231204135107.htm>.
  • Sullivan, A. D. W., Bozack, A. K., Cardenas, A., Comer, J. S., Bagner, D. M., Forehand, R., & Parent, J. (2023). Parenting Practices May Buffer the Impact of Adversity on Epigenetic Age Acceleration Among Young Children With Developmental Delays. Psychological Science, 34(10), 1173-1185. https://doi.org/10.1177/09567976231194221

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