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Relatório destaca o progresso global na redução do HIV, hepatite viral e infecções sexualmente transmissíveis

Relatório destaca o progresso global na redução do HIV, hepatite viral e infecções sexualmente transmissíveis

 

Por Yan Kubiak Canquerino - Colaborador da Academia Médica

Você já deve saber que a OMS estabelece aos países metas em relação a diversos setores da saúde assim como a ONU estabelece algumas metas dentro de vários outros campos.

O assunto desse artigo é em relação às metas para diminuir o número de pessoas com o HIV, hepatite (B e C) e doenças sexualmente transmissíveis (IST’s) que podem ser evitadas.

O objetivo da OMS é até 2030 fazer com que essas doenças deixem de ser uma ameaça para a saúde pública. No entanto, o cenário não é muito bom, pois até 2020, desde 2016 as metas ainda não haviam sido alcançadas, mesmo sem o novo coronavírus em cena.

 

Qual é o cenário? (Dados até 21 de maio de 2021)

Dentre essas infecções citadas, no ano todo são diagnosticadas 1 milhão de novas IST’s por dia, resultando num total de 2,3 milhões de mortes e 1,2 milhões de cânceres por ano.

No relatório da OMS, também consta que as hepatites B e C juntas causaram 3 mi de infecções novas e 1,1 milhão de mortes em 2019. Apenas 10% de pessoas que têm hepatite B crônica possuem diagnóstico, 22% destes 10% recebem tratamento. Já para a hepatite C,  21% são diagnosticadas e 62% dos 21% recebem tratamento. Devido a isso, caso queiramos chegar a bater a meta em 2030 ainda há muito trabalho a ser feito.

Em 2019, houve 1,7 milhão de novas pessoas infectadas por HIV, o número mais baixo de infecção por HIV desde 1990, no entanto esse número ainda está bem abaixo do esperado, que era menos de 500.000 novos infectados em 2020.

No que tange às IST 's, estamos com o “melhor” cenário, houve 374 milhões de novos casos por ano, a sífilis congênita foi a que menos declinou em relação às outras que se estabilizaram mais.

 

Só notícia ruim então?

Muito pelo contrário, houve uma importante redução na infecção por hepatite B, sendo essa uma das metas de desenvolvimento sustentável dentro da área da saúde. Além disso, houve 9,4 milhões de pessoas recebendo tratamento para a hepatite C, um aumento de 9 vezes em relação a 2015.

Houve uma expansão do tratamento para o HIV e a redução na transmissão vertical de HIV e sífilis. 

Muitos países passaram a implementar protocolos e estratégias para lidar da melhor forma possível contra as infecções sexualmente transmissíveis. Além disso, houve aumento das intervenções de screening para HPV e sífilis em grávidas.

 

Problemas e desafios para atingir as metas

Um grande desafio, não só nesse caso, é garantir acesso e qualidade de serviços a todas as pessoas, as populações de alto risco, como pessoas já afetadas, pessoas jovens e as pessoas estigmatizadas por essas doenças, que estão muitas vezes sem acesso a um serviço de apoio e suporte. Além disso, serviços como testagem para HIV e atendimentos básicos tiveram interrupção durante a pandemia de COVID-19, exigindo do serviço como um todo inovação para o atendimento. Dentro de um cenário ideal a qualidade não deveria ser afetada, mas infelizmente é algo difícil de se controlar e acertar 100%, ainda mais em um cenário novo que vivemos.

Segundo Dr.Meg Doherty, Diretor da OMS no departamento global do programa de HIV, hepatite e IST’s: (tradução livre)

“Nosso progresso até a data demonstra que temos as intervenções e abordagens para fazer um ótimo trabalho e nos fortalecermos contra a COVID-19, HIV, Hepatite e as IST's. O objetivo do relatório é chamar a atenção para as metas estabelecidas, temos 9 anos para chegar ao alvo dessa meta de desenvolvimento global sustentável, precisamos de todos as pessoas envolvidas no processo para acelerar o processo e atingirmos as metas até 2030”

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Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Pós-Exposição (PEP): métodos de prevenção à infecção pelo HIV - Academia Médica (academiamedica.com.br)

Referência

https://www.who.int/news/item/20-05-2021-new-report-highlights-global-progress-on-reducing-hiv-viral-hepatitis-and-sexually-transmitted-infections-and-signals-need-for-renewed-efforts-to-reach-2030-targets. Acesso em: 24/05/2021.

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