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Evolução e Inovação: Era da Vinci na Cirurgia Robótica

Evolução e Inovação: Era da Vinci na Cirurgia Robótica
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out. 23 - 4 min de leitura
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Dando continuidade ao tema sobre as inovações que moldaram a história da cirurgia robótica, em nossa 👉 publicação anterior, discutimos a trajetória da robótica cirúrgica e destacamos exemplos que celebram esse engenho humano. Estas transformações, que revolucionaram a medicina, abriram portas para horizontes antes inimagináveis.

Nesta publicação, focaremos na era da plataforma da Vinci. Este sistema, desenvolvido pela Intuitive Surgical Inc., representa quase quatro décadas de esforços e inovação na área da cirurgia assistida por robôs.

O protótipo inicial foi inspirado pelo conceito de cirurgia por telepresença, projetado para levar o cirurgião "virtualmente" até a linha de frente de um campo de batalha. Em sua primeira iteração aprovada pela FDA em 2000, o da Vinci era composto por três braços, com um endoscópio anexado a um deles.

A versão de 2002 introduziu um quarto braço, permitindo um controle superior e reduzindo a dependência de um assistente cirúrgico. As inovações não se limitavam à estrutura física: no console, os movimentos do cirurgião eram transmitidos com precisão para os braços robóticos, eliminando tremores e permitindo um grau de fineza inédito.

Em 2006 houve o lançamento do da Vinci S, que trouxe uma câmera 3D de alta definição e um console de tela sensível ao toque. Em 2009, o modelo Si foi introduzido, revolucionando com a introdução de um console de cirurgia dupla e a incorporação do software Tile-Pro, melhorando ainda mais a imagem. Além disso, a tecnologia Firefly permitiu imagens em fluorescência em tempo real, marcando um avanço para cirurgias minimamente invasivas.

Na figura abaixo é expresso o modelo do Robô da Vinci S lançado em 2006.

Fonte:  Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Já, o modelo da Vinci Xi, lançado em 2014, abordou muitas das limitações dos modelos anteriores. Seus braços robóticos foram redesenhados para maior alcance interno e menos colisões externas. Além disso, introduziu uma nova câmera de 8 mm, mais nítida e com maior resolução.

Esse modelo permitiu que o endoscópio fosse reposicionado sem necessidade de remoção, e dispensou procedimentos como calibração durante a cirurgia. Também se destacou pela versatilidade, com tecnologia FireFly® integrada e recursos como movimento integrado da mesa, otimizando a experiência cirúrgica.

No tocante aos instrumentos, inovações significativas foram feitas, desde cânulas reutilizáveis de aço inoxidável até dispositivos de energia aprimorados. Um destaque é o Vessel Sealer Extend, capaz de selar e cortar vasos de até 7mm de diâmetro. Além disso, a tecnologia de porta única foi aprimorada, tornando as cirurgias ainda mais minimamente invasivas.

Hoje, a plataforma da Vinci continua a ser uma referência na cirurgia robótica, mostrando os benefícios da intersecção da medicina com a tecnologia,  e superando constantemente suas próprias inovações.

A figura a seguir é uma representação visual da quarta geração do robô da Intuitive Surgical, o sistema da Vinci Xi.

Fonte:  Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões


O Impacto da Cirurgia Robótica

Hoje, a cirurgia robótica representa um avanço significativo no campo médico. A visão em HD, a estabilidade da câmera, a ergonomia melhorada e a precisão são apenas algumas das muitas vantagens. A tecnologia da Vinci já mostrou seu impacto em diversas áreas da medicina, desde a urologia até a ginecologia.

Entretanto, apesar de todos esses avanços, ainda existem desafios a serem superados, principalmente em relação aos custos e ao tempo operatório. Mas, assim como qualquer inovação, espera-se que com o tempo e a adoção generalizada, esses obstáculos sejam superados, pavimentando o caminho para uma nova era na medicina minimamente invasiva.

Leia também: 


Referência: 

Morrell, A. L. G., Morrell-Junior, A. C., Morrell, A. G., MENDES, J., FREITAS, M., TUSTUMI, F., & Morrell, A. (2021). The history of robotic surgery and its evolution: when illusion becomes reality. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, 48, e20202798.



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