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Hiperpigmentação areolar na gestação

Hiperpigmentação areolar na gestação
Bárbara Figueiredo
fev. 10 - 5 min de leitura
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As mamas formam uma característica sexual secundária das mulheres. Cada mama é uma projeção hemisférica de tamanho variável, situada anteriormente aos músculos peitoral maior e serrátil anterior, fixada a eles por uma cama de fáscia composta de tecido conjuntivo denso à fáscia peitoral.

O formato e o tamanho das mamas dependem de:

  • Fatores genéticos;
  • Raciais e dietários;
  • Da idade;
  • Do número de partos;
  • Do status menopausal do indivíduo.

A base da mama (seu local de inserção) se entende da segunda ou terceira costela até a sexta e no plano transversal da borda esternal medialmente até a linha média axilar lateralmente.

Em cada mama existe uma papila mamária, projeção pigmentada, e uma área pigmentada ao redor dessa papila, a aréola. Essa região tem aparência rugosa devido à presença de glândulas sudoríparas e sebáceas. A secreção oleosa destas glândulas sebáceas especializadas atua como um lubrificante protetor e facilita a apreensão da papila mamária pelo recém-nascido durante a lactação.

A pele da papila mamária e da aréola é rica em melanócitos (células produtoras de melanina) e, consequentemente, é tipicamente mais escura que a pele que recobre o restante da mama: o escurecimento subsequente ocorre durante o segundo mês de gestação, e posteriormente persiste em um grau variável.

Hiperpigmentação gestacional

A hiperpigmentação é extremamente comum, acometendo até 90% das gestantes. Apresenta forma e localização variáveis; costuma ser generalizada e com acentuação nas regiões normalmente mais pigmentadas, como aréolas mamárias, genitália, períneo, axilas e face interna das coxas. As cicatrizes recentes, efélides (sardas) e nevos melanocíticos (pintas) podem também apresentar intensificação da pigmentação ao longo da gestação. Ao redor do mamilo, a aréola torna-se mais escura e é, gradualmente, ampliada, formando uma nova zona de pigmentação conhecida como aréola secundária. Com frequência, a linha alba torna-se hiperpigmentada durante a gestação e é referida como linha nigra.

Esses modelos de hiperpigmentação, provavelmente, são em razão de diferenças regionais no número de melanócitos na pele e os efeitos estimulantes do estrógeno e da progesterona. Tanto em mulheres de pele clara como escura pode haver regressão parcial ou completa do escurecimento que ocorre, gradualmente, logo após a gravidez. Entretanto, alguns autores comentam que o quadro tende a regredir no pós-parto, mas a pele, geralmente, não retorna à coloração inicial, o que pode ser motivo de angústia para muitas gestantes. Alguns estudos evidenciaram que a progesterona aumenta o número de células e a atividade da tirosinase (TYR) em melanócitos, entretanto não foi definida a relação concreta entre a hiperpigmentação e a progesterona.  Lembrando que a progesterona é marcadamente elevada na gravidez, o que pode justificar o surgimento de melasma (surgimento de manchas escuras na pele) nessa fase, via ativação dos receptores epidérmicos.

Cuidados com a pele

Nada substitui uma consulta com um especialista. É de suma importância a avaliação temporal e hormonal. Após isso, pode-se fazer uma abordagem suave, haja vista que é uma área bastante sensível, como por exemplo, a indicação de tratamento com laser fracionado não ablativo, que pode melhorar o aspecto da pele. Entretanto, algumas opções não invasivas são recomendadas:

1- Utilização de óleo de coco para clarear naturalmente e hidratar os mamilos. O óleo de coco é muito usado pra clarear e renovar a pele e é seguro de usar em qualquer tipo de pele.

2- Aplicação de um creme comum para mamilos para tratar o ressecamento. Às vezes, a secura da pele pode escurecer o mamilo e a auréola.  Manter as aplicações para prevenir o ressecamento. Se estiver amamentando no momento, melhor consultar um médico para encontrar um creme adequado.

3- Utilização de cremes clareadores para ter resultados mais rápidos. A maioria dos cremes clareadores no mercado são seguros para usar para fins cosméticos por pouco tempo. 

  • Se sentir formigamento, coceira ou notar vermelhidão depois de aplicar o creme, enxaguar bem a área até remover tudo.
  • Não usar cremes clareadores por mais de seis semanas por vez. O uso prolongado pode causar um acúmulo de produtos químicos perigosos no seu corpo.

4- Evitar produtos que contenham ingredientes clareadores nocivos. Se encontrar algum produto que tenha ingredientes à base de mercúrio ou uma concentração maior que 2% de um ingrediente chamado hidroquinona, não utilizar. Essas substâncias são associadas com efeitos colaterais sérios, como o câncer.

 


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Referências

[1] Sampaio SAP, Rivitti EA, editores. Dermatologia. 2a ed. São Paulo: Artes Médicas; 2000.

[2] URASAKI, M.B.M. Alterações fisiológicas da pele percebidas por gestantes assistidas em serviços públicos de saúde. Acta Paul Enfermagem. São Paulo, v. 23, n.4, p. 519-525, mar. 2010.

 

 

 


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