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Inteligência Artificial tocando as UTIs

Inteligência Artificial tocando as UTIs

Você já imaginou um robô atendendo por você? Acha que isso é possível? Pois é, isso é possível, mas não se preocupe não, ele está mais para te ajudar do que para tirar seu emprego. Entenda um pouco mais como a inteligência artificial vem sendo utilizada para o cuidado na unidade de terapia intensiva

Olá querido(a) leitor(a), seja bem-vindo(a) a mais esse artigo no qual falaremos sobre o que não é falado na faculdade, sobre o que há de mais novo na medicina. Nesse artigo trataremos, como falado, da inteligência artificial (IA), então vem comigo, boa leitura!

Este artigo é baseado em uma revisão sistemática publicada na revista Intensive Care Medicine no dia 05 de junho de 2021.

 

Como a Inteligência Artificial pode auxiliar na terapia de cuidado intensivo?

Devido ao aumento da demanda pelos cuidados de terapia intensiva, a pressão da gestão e dos modelos hospitalares mais eficientes existe uma exigência por eficiência e exatidão na escolha da decisão clínica. 

Justamente nessas duas palavras que a inteligência artificial entra em cena, com o desenho de modelos de predição, ela pode auxiliar, através do pilar do Machine Learning (ML) na tomada da decisão clínica.

 

O estudo foi bem desenhado?

Foi realizada uma revisão sistemática com pesquisas em base de dados como Embase, Medline, Web of Science Core Collection e Cochrane Central Register of Controlled Trials a fim de identificar estudos elegíveis para a produção do material.

Houve também a análise de estudo a estudo a fim de verificar a elegibilidade.
Dados como design do estudo, objetivo do estudo, tamanho da base de dados, nível da validação, nível de leitura, e resultados dos testes clínicos foram avaliados e passados pela peneira da revisão sistemática. 

Os vieses foram avaliados pela ferramenta de avaliação de predição do risco de vies (PROBAST).

 

Resultados

Dos 6455 resultados obtidos na literatura, foram incluídos 494. Dentre os estudos, os mais comuns foram estudos retrospectivos (476 estudos - 96.4% do total) seguido de estudos observacionais prospectivos (8 - 1.6%) e testes clínicos (10 - 2%). 

Dentre os estudos retrospectivos, considerou-se que 378 (80.9%) tinham alto risco de viés. 

 

A IA se faz útil e confiável na UTI?

A grande maioria das IA’s ainda estão no modelo de testagem e prototipagem. Apenas um pouco do que existe disponível já está sendo avaliado na prática clínica.

Apenas após uma abordagem estruturada e uniforme será possível desenvolver de forma segura, entregar algo de qualidade e finalmente ser possível determinar o benefício clínico da IA no ambiente de UTI.

 

Você já teve contato com a IA no seu dia a dia da medicina? Conte para nós sua experiência no espaço para comentários abaixo!

 

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Você sabe como usar os parâmetros adequados do ventilador mecânico sem causar danos pulmonares ao seu paciente?

Quando há a combinação de uma alta concentração de oxigênio inalada e de um excesso de pressão para forçar a entrada do ar no pulmão, os danos da ventilação mecânica podem ser maiores que os seus benefícios. Dominar as técnicas da ventilação mecânica protetora é fundamental para que você possa ajustar o ventilador corretamente e evitar lesões ou danos pulmonares ao seu paciente.

Para te auxiliar a dominar melhor esse conhecimento, a Dra. Roberta Fittipaldi ministrar uma aula gratuita sobre Ventilação Mecânica Protetora no próximo dia 28/07, às 21h, aqui na Academia Médica, e você é meu convidado para essa troca de conhecimento!

Para participar, faça sua inscrição clicando no link abaixo ou no banner do evento!

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Escrito por Yan Kubiak Canquerino - Colaborador da Academia Médica


 

Referência

Moving from bytes to bedside: a systematic review on the use of artificial intelligence in the intensive care unit | SpringerLink. Acesso em: 24/06/221.







 

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