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Medicina: o futuro já chegou com o ChatGPT?

Medicina: o futuro já chegou com o ChatGPT?
Luiz Duplat
abr. 6 - 5 min de leitura
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Acredito que você já tenha ouvido falar ou até mesmo já testou o ChatGPT, assunto bastante discutido na internet nas últimas semanas. Esta ferramenta do site Open AI promete várias mudanças na forma de buscarmos alguma informação das diversas áreas da humanidade, postadas pelos 5 bilhões de usuários na internet (Digital 2022: Global Overview Report, publicado pelo site Datareportal).

Diferente do Google e outros buscadores, a ferramenta não responde com uma lista de links para termos respostas às nossas perguntas. O ChatGPT responde nossas indagações com um texto em linguagem natural e baseada no conteúdo da internet. Além disso, ele também é capaz de produzir artigos científicos, tarefas escolares, redações e até mesmo escrever uma música ou um poema.

Resolvi então fazer um teste no ChatGPT. Fiz a seguinte pergunta: "De forma sucinta, como o ChatGPT pode ajudar a Medicina?" Então ele me deu a resposta que reproduzo abaixo, na sua integralidade.

"O Chat GPT pode ajudar a medicina em diversas formas. Alguns deles incluem: 1. Diagnóstico: O Chat GPT pode ser treinado para reconhecimento em sintomas, exames e históricos médicos de pacientes, auxiliando na realização de diagnósticos mais precisos.

2. Análise de dados: O Chat GPT pode ajudar a analisar grandes conjuntos de dados médicos, permitindo que os médicos e os usuários identifiquem tendências e padrões úteis para a melhoria do tratamento e terapias.

3. Atendimento ao paciente: O Chat GPT pode ser usado para fornecer respostas a perguntas de pacientes sobre seus tratamentos, medicamentos e condições, o que pode ajudá-los a entender melhor seus cuidados de saúde.”

A Inteligência Artificial (IA) está revolucionando as diversas áreas da sociedade e, na Medicina, não é diferente, principalmente na redução dos custos com a saúde. Como exemplo, temos a redução de realização de exames desnecessários, seja pela repetição ou pela solicitação do exame de forma equivocada, o que leva a diagnósticos e tratamentos incorretos, além de provocar uma carga excessiva de ansiedade no paciente. Daí surge o questionamento: a IA (Inteligência Artificial) poderá substituir o médico? Faço, a partir deste ponto, uma reflexão sobre esta pergunta.

A Inteligência Artificial tem a capacidade de armazenar e analisar o histórico médico e os dados clínicos e sociais de uma pessoa, como também compará-los com pesquisas científicas baseadas em evidências científicas, com protocolos clínicos e diagnósticos prévios, auxiliando assim no diagnóstico e tratamento de doenças. Porém, a IA ainda não substitui a interação humana, pois não permite o relacionamento médico-paciente, que é fundamental na boa prática médica. A comunicação entre o médico e o paciente é parte essencial do diagnóstico e do tratamento, pois envolve empatia, compaixão e compreensão, as quais são qualidades humanas que os algoritmos e programas de IA ainda não podem replicar completamente.

Os médicos devem ter habilidade de avaliar não apenas os sintomas e sinais físicos apresentados pelo paciente, mas também o seu estado emocional, estilo de vida, hábitos alimentares, relações familiares, redes sociais, dentre outros aspectos fundamentais para identificar e entender as causas adjacentes de uma doença. A Inteligência Artificial ajuda a identificar padrões em grandes conjuntos de dados, mas ela não substitui a experiência e o raciocínio clínico.

No entanto, a Inteligência Artificial pode ajudar os médicos a trabalhar com mais eficiência, identificando padrões e analisando os inúmeros dados médicos de uma pessoa, melhorando o acerto no diagnóstico e tratamento, permitindo que os médicos se dediquem às habilidades que a IA não possuem ainda, além de proporcionar um gerenciamento do seu tempo.

Em resumo, a Inteligência Artificial é uma ferramenta valiosa para os médicos, mas ela não substitui completamente as habilidades humanas da empatia e da compaixão, as quais são essenciais no relacionamento humano, e fundamentais na prática da Medicina. Portanto, a IA não poderá substituir os médicos enquanto não desenvolver estas habilidades do ser humano, mas pode complementar seu trabalho de forma eficiente, acarretando diminuição no número de exames, de encaminhamento para especialistas, de menos medicamentos e menos hospitalização, trazendo custos menores para a assistência médica das pessoas, fato que aponta para uma luz no fim do túnel, trazendo esperança e alegria aos gestores de qualquer sistema de saúde.

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