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Segundo pilar da Medicina 4.0

Segundo pilar da Medicina 4.0

Continuamos aqui nossa pequena série sobre a Medicina 4.0. Os textos anteriores publicados nesta comunidade sobre o assunto são A Medicina 4.0 e Primeiro pilar da Medicina 4.0.

Falaremos a seguir do segundo pilar: Internet das coisas - descrito conforme o primeiro artigo publicado.

Internet das coisas: interoperabilidade (comunicação continua entre sistemas dos diversos componentes físicos), orientação a serviços (oferecimento de serviços necessários ao usuário dentro de um ambiente e entre os diversos ambientes), descentralização decisória dos ciclos de produção de serviços nos diversos ambientes, customização de produtos e serviços com a oferta sendo direcionada de acordo com a demanda real dos clientes.

Realmente estamos nos direcionando para o futuro virtual já antecipado pelos filmes de ficção científica. É como se tudo o que vimos nos HQs e filmes há 20 anos estivesse, por mágica, se materializando em nosso presente. Vale a pena nesse momento lembrar-se de uma frase de Martin Claret (escritor e editor) que afirma que "a função derradeira das profecias não é a de predizer o futuro, mas a de construí-lo”

Toda essa contrução do futuro que está sendo estabelecida pela Internet das coisas reflete a tão temida intercomunicação de máquinas. São máquinas que usam suas memórias, ações e decisões de maneira coordenada. Seria o prenúncio de uma guerra entre homens e máquinas? Seríamos inimigos da tecnologia? Não haveria possibilidade de paz, harmonia e cooperação? – Claro que sim. Não sejamos pessimistas.

O pesquisador Mark Weiser (1952-1999), conhecido como o pai da Computação Ubíqua, apresentou ao mundo a idéia do que seria a era da internet das coisas. Em uma de suas frases, Weiser afirma: "as tecnologias mais importantes são aquelas que desaparecem. Elas se integram à vida no dia a dia até serem indistinguíveis dele”.

Um exemplo que ilustra o pensamento de Weiser são os sensores capazes de captar aspectos do mundo real, como temperatura e umidade, e que comunicarão e utilizarão as informações de forma inteligente e coordenada. Esta é a chave para se imaginar a vida no futuro com a internet das coisas.

Trazendo para a nossa realidade – a medicina – será o ECG conversando com o aparelho de DAE; o oximetro interagindo com o capnografo, e assim por diante, de forma a integrar informações que hoje são segmentadas.

Por fim, convoco todos os médicos, sonhadores e realizadores, a embrenhar-se conosco nessa selva que ainda apresenta muito a ser desbravada.

 

Do editor: A Academia Médica é uma comunidade de médicos, acadêmicos de medicina e profissionais de saúde que buscam informações sobre o que a faculdade de medicina esqueceu de contar, para que possamos expandir nossos horizontes. Você também pode contribuir escrevendo sobre conhecimentos que merecem ser compartilhado. 

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Academia Médica
Domingos Bezerra
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medico urologista UPE. interesses atuais = medicina 4.0 , medicina disruptiva, tecnologia emsaúde

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