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Úlcera do pé diabético: Um desafio crítico no manejo do diabetes

Úlcera do pé diabético: Um desafio crítico no manejo do diabetes
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nov. 17 - 3 min de leitura
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Fonte: Voelker R., 2023.

As úlceras do pé diabético (UPDs) são uma complicação significativa enfrentada por pacientes com diabetes tipo 1 ou tipo 2, afetando aproximadamente 18,6 milhões de indivíduos globalmente. Representando uma grande preocupação para a saúde, essas úlceras apresentam risco de infecção e, em casos graves, podem levar à amputação.

A publicação em JAMA Patient page de 17 de novembro de 2023, visa fornecer uma visão abrangente sobre UPDs, focando em sua etiologia, avaliação, tratamento e medidas preventivas.

🚩 Etiologia e Desenvolvimento

As UPDs geralmente se desenvolvem devido à neuropatia periférica, uma consequência comum do diabetes. Esta condição leva à diminuição da sensação de dor e pressão, fazendo com que objetos pontiagudos passem despercebidos e causem ferimentos. Além disso, deformidades nos pés e pele seca, frequentemente associadas à neuropatia diabética, podem resultar em calosidades, que sob estresse repetitivo se transformam em úlceras.

Cerca de 50% dos pacientes com UPDs também sofrem de doença arterial periférica, reduzindo o fluxo sanguíneo para as pernas e aumentando o risco de ulcerações infectadas e amputações.

🚩 Avaliação Clínica

A avaliação de uma UPD envolve examinar o tamanho e a profundidade da úlcera, bem como a presença de sinais de infecção. A imagem por ultrassom é fundamental para avaliar o fluxo sanguíneo nas pernas. Em certos casos, são necessários testes laboratoriais e estudos de imagem, como raios-X e, se necessário, ressonância magnética (MRI) para detectar possíveis infecções ósseas.

🚩 Tratamento

O tratamento das UPDs inclui cuidados com a ferida, remoção cirúrgica de tecido morto ou infectado, e curativos apropriados. Antibióticos são essenciais para tratar úlceras infectadas. O uso de botas ortopédicas ou gessos pode auxiliar na cicatrização, reduzindo a pressão sobre a úlcera. Equipes multidisciplinares, incluindo podólogos, especialistas em doenças infecciosas, cirurgiões vasculares e clínicos gerais, são cruciais para diminuir o risco de amputação.

Pacientes com UPDs e doença arterial periférica podem necessitar de cirurgia de bypass para restaurar o fluxo sanguíneo ou de procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos. Em casos extremos, pode ser necessária a amputação.

🚩 Desfechos do Tratamento e Prevenção de Recorrências

Após três meses de tratamento, 30% a 40% das UPDs cicatrizam, mas cerca de um quarto persiste após um ano. A recorrência de úlceras é comum, ocorrendo em aproximadamente 40% dos pacientes após um ano e 65% em cinco anos.

Para diminuir a recorrência, pacientes com UPDs curadas devem ser avaliados regularmente por um profissional de cuidados com os pés e receber orientações sobre monitoramento adequado dos pés e uso de calçados apropriados.

Este panorama das UPDs destaca a necessidade de uma abordagem cuidadosa e multidisciplinar no manejo do diabetes, enfatizando a prevenção, detecção precoce e tratamento eficaz dessas complicações graves.

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Leia também: 


Referência: 

Voelker R. What Are Diabetic Foot Ulcers? JAMA. Published online November 17, 2023. doi:10.1001/jama.2023.17291


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