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Uma terceira dose de vacina para a segurança dos transplantados

Uma terceira dose de vacina para a segurança dos transplantados

Se você é uma pessoa ligada na comunidade, deve ter lido esse artigo aqui.

Mas se não leu, tudo bem também, segue um resumo sobre o que ele fala.

Esse artigo Será que uma terceira dose de vacina contra a COVID-19 seria necessária?, fala da vantagem em aplicar uma terceira dose da vacina para proteção da COVID-19 em prol de melhorar a imunização, com base nisso, considerei pertinente adicionar mais informações e falar sobre uma necessidade de terceira dose em recipientes de transplante de órgãos.

 

Se localizando no assunto

Diferentemente da população geral, a qual gera uma imunização adequada após a segunda dose de uma vacina de mRNA contra o SARS-CoV-2, as pessoas que receberam órgãos sólidos não possuem uma resposta tão adequada.

Devido ao avanço da infecção pelo vírus da COVID-19 em transplantados levantou-se a necessidade de uma dose adicional de vacina.

 

Objetivo do estudo

Portanto o objetivo desse artigo intitulado Safety and Immunogenicity of a Third Dose of SARS-CoV-2 Vaccine in Solid Organ Transplant Recipients: A Case Series, foi descrever a resposta de anticorpos e as reações vacinais para transplantados(as) que não haviam tido a resposta imunogênica necessária e portanto, receberam uma terceira dose adicional da vacina entre 20 de março de 2021 até 10 de maio de 2021.

 

Desenho do estudo

No total 30 pacientes receberam uma terceira dose da vacina, a média de idade deles era de 57 anos. 17 foram mulheres e 1 se autodeclarou não branco. Nove dos participantes relataram fraqueza antes da vacinação, que era consistente com COVID-19 ou tiveram um teste de PCR positivo. 

Em 25 pacientes houve manutenção da imunossupressão incluindo tacrolimo ou ciclosporina mais micofenolato. 

Corticoides estavam sendo utilizados por 24 pacientes, sirolimus por 1 e belatacept por um também.

 

Qual foi o resultado?

Os pacientes que receberam uma terceira dose de vacina contra o SARS-CoV-2 tiveram seus títulos de anticorpos aumentados em um terço dos pacientes que tiveram títulos negativos e em todos os pacientes que tiveram títulos positivos baixos. Além disso, as reações vacinais foram aceitáveis dados os benefícios que as vacinas poderiam oferecer ao grupo

No entanto, a resposta dos anticorpos pareceu variar, com potenciais riscos como rejeição de órgãos, e tal complicação necessitaria ser avaliada de maneira individualizada.

 

Limitações do estudo

Dentre as elencadas pelos autores estão, a baixa amostra e a heterogeneidade dela, além da ausência de testes para anticorpos neutralizantes, células b de memória e respostas de células T.

Apesar disso, os autores acreditam que as observações suportam testes clínicos a fim de analisar se uma dose extra preveniria COVID-19 em pacientes transplantados(s) e se isso poderia ser incorporado na prática clínica, assim como a vacinação para hepatite B e vacinação para influenza.

 

O que achou desse artigo, tem algo a comentar sobre? aproveite o espaço abaixo, no fim da página! 

 

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Escrito por Yan Kubiak Canquerino - Colaborador da Academia Médica



 

Referências

Safety and Immunogenicity of a Third Dose of SARS-CoV-2 Vaccine in Solid Organ Transplant Recipients: A Case Series | Annals of Internal Medicine (acpjournals.org). Acesso em: 27/07/2021.

For Transplant Recipients, Third Time May Be the Charm for Better COVID Vaccine Protection (newswise.com). Acesso em: 27/07/2021.


 

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