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TP #40: Quarentamos com dados e humanismo

TP #40: Quarentamos com dados e humanismo

Além do tradicional Plantão do Caos, nesse episódio falamos sobre a humanização do paciente muito além da economia.

O Troca de Plantão acontece de Segunda a Sexta às 06h30 da manhã no Clubhouse e é transformado em Podcast para você que não pode participar conosco ao vivo. Dê o play aqui e curta conosco.

Comandado por Fernando Carbonieri, médico e fundador da Academia Médica, o Troca de Plantão nº40 contou com os colegas  Filipe Prohaska,  Ana Carolina Carvalho, Jamil Cade, Alexander Buarque, Newton Nunes, Ana Panigassi, Marilea Assis, entre outros que também compartilharam conhecimento com a comunidade. Com audiência crescente, o Troca de Plantão da Academia Médica traz as principais publicações científicas do cenário mundial, discutidas por profissionais de ponta.

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Nossos heróis aqui do #TP trouxeram as suas fofocas e a gente traz a sedimentação teórica para elas. Confira abaixo as referências que embasaram a discussão de hoje!

Idade não é principal determinante da gravidade da covid-19 em idosos

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Idade cronológica não o melhor indicador para prever a evolução e gravidade da Covid-19 em idosos, aponta estudo desenvolvido por pesquisadores da USP. De março a julho de 2020, foram acompanhados cerca de 1.830 pacientes internados no Hospital das Clínicas da USP. A pesquisa observou a recorrência da síndrome da fragilidade em pessoas acima dos 50 anos e concluiu que este é um fator a ser considerado para avaliar os riscos de agravamento da Covid-19, já que a síndrome, entre outros fatores, vulnerabiliza o paciente. 

A síndrome da fragilidade estabelece características notáveis nos idosos, como a perda de energia para fazer as atividades do dia dia, perda de peso, fraqueza muscular, lentidão da velocidade de marcha e baixa capacidade física. A partir da comprovação desses critérios, clinicamente, é possível diagnosticar a síndrome.

COVID-19 ainda não acabou e a idade não é suficiente: usando fragilidade para prognóstico em pacientes hospitalizados

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triagem de fragilidade usando a Escala de Fragilidade Clínica (CFS) foi proposta para orientar a alocação de recursos em ambientes de cuidados intensivos durante a pandemia. No entanto, a associação entre fragilidade e prognóstico da doença coronavírus em 2019 (COVID-19) permanece obscura.  Investigar a associação entre fragilidade e mortalidade ao longo de 6 meses em pacientes de meia-idade e idosos hospitalizados com COVID-19 e a associação entre gravidade da morbidade aguda e mortalidade nos estratos de fragilidade.

Descobertas preliminares da segurança da vacina de mRNA Covid-19 em pessoas grávidas

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Muitas gestantes nos Estados Unidos estão recebendo vacinas de RNA  mensageiro (mRNA) coronavírus 2019 (Covid-19), mas os dados são limitados sobre sua segurança na gravidez. Os achados preliminares não mostraram sinais de segurança óbvios entre as gestantes que receberam vacinas de mRNA Covid-19. No entanto, um acompanhamento mais longitudinal, incluindo o acompanhamento de um grande número de mulheres vacinadas no início da gravidez, é necessário para informar os resultados maternos, da gravidez e do bebê.

Estudo mostra baixa incidência de sintomas pós-agudos de COVID-19 em crianças após doença leve

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Os dados sobre os desfechos clínicos de crianças com COVID-19 são escassos, principalmente naquelas com doença assintomática e leve. Estudos envolvendo adultos sugerem que sequelas e complicações multissistêmicas de longo prazo podem ocorrer, mesmo com COVID-19 leve. O objetivo foi descrever os resultados clínicos de médio prazo 3-6 meses após o diagnóstico em crianças com COVID-19 que se apresentam a um hospital pediátrico terciário.

Seguiram crianças (com idade ≤18 anos) em uma clínica de acompanhamento COVID-19 dedicada no Royal Children's Hospital (RCH) em Melbourne, Austrália, entre 21 de março de 2020 e 17 de março de 2021. Crianças com teste positivo para SARS- CoV-2 no RCH ou externamente entre 21 de março e 28 de outubro de 2020, foram encaminhados para esta clínica. Esses achados contrastam com os estudos do COVID-19 em adultos, que identificaram complicações multissistêmicas e uma maior prevalência e gravidade de sintomas persistentes.

As complicações comuns em adultos são sequelas respiratórias e fadiga persistente (por exemplo, dispneia residual variando de 11% a 43% e fadiga variando de 35% a 64%). Na coorte pediátrica, a recuperação completa ocorreu semanas após o início dos sintomas agudos e os sintomas relatados foram de gravidade leve.

Revisão do Parecer BRASPEN de Terapia Nutricional em pacientes hospitalizados com COVID-19

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Após um ano de pandemia por COVID-19, a terapia nutricional tem se mostrado parte fundamental do cuidado integral na atenção ao paciente crítico. Sendo assim, este parecer BRASPEN tem como objetivo revisar e atualizar o parecer anterior de enfrentamento da COVID-19 e propor sugestões para orientar as Equipes Multidisciplinares de Terapia Nutricional (EMTNs) no nosso país. O texto reflete a atualização e compilação da literatura existente acerca da terapia nutricional no paciente com COVID-19.

Com a prevalente recomendação da posição prona em pacientes com COVID-19, sugerimos alguns cuidados adicionais com a terapia nutricional (TN):

• Avaliar o posicionamento da sonda nasoenteral de forma sistemática. Porém, a TNE pode ser realizada, com os devidos cuidados, mesmo em posição gástrica;

• Não suspender a TN durante a posição prona;

• Pacientes em prona podem receber nutrição plena, desde que haja condições clínicas e tolerância gastrintestinal;

• Os tempos de pausa da dieta, antes e logo após a movimentação do paciente, devem ser realizados conforme protocolo institucional;

• Manter cabeceira elevada em 25-30º (Trendelemburg Reverso);

• Sugerimos prescrever procinético fixo (metoclopramida ou eritromicina);

• Ofertar NE de maneira contínua, em bomba de infusão;

• Não suspender nutrição parenteral para execução da manobra.

Mais de 16 mil pessoas tomaram vacinas contra covid-19 trocadas no Brasil

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Pelo menos 16,5 mil pessoas vacinadas contra a covid-19 no Brasil têm registro de primeira dose da vacina da Coronavac e a segunda dose da Oxford/AstraZeneca ou vice-versa, de acordo com o Datasus, sistema de informações do Ministério da Saúde.  A maioria (14.791) delas começou a trajetória vacinal contra covid-19 com a Oxford/AstraZeneca e recebeu uma segunda dose da Coronavac. Uma parte menor (1.735 pessoas) recebeu primeiro a Coronavac e depois a vacina de Oxford/AstraZeneca, segundo o sistema. A troca aconteceu em praticamente todo o país, com exceção do Acre e do Rio Grande do Norte. No Brasil, essas são as duas únicas vacinas disponíveis contra covid-19. O protocolo nacional estabelece que os vacinados de grupos prioritários devem receber o imunizante disponível no posto no dia da vacinação (sem possibilidade de escolha). Na segunda dose, o fabricante precisa ser mantido.

Covid-19: o que se sabe até agora sobre testes de vacinas em crianças

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De todas as vacinas disponíveis atualmente para evitar a infecção pelo coronavírus, nenhuma foi recomendada e aprovada por órgãos internacionais para ser aplicada em crianças e adolescentes, pois ainda não há estudos suficientes sobre seu uso neste grupo. A única vacina que, hoje, pode ser aplicada em adolescentes a partir dos 16 anos é a da Pfizer/BioNTech.

Os estudos em menores de idade foram deixados, inicialmente, em segundo plano pelas farmacêuticas e universidades porque, primeiro, foi avaliada a segurança das vacinas nos adultos. Além disso, os mais jovens são o grupo que tem o menor risco de morrer por conta de complicações da Covid-19.

Abaixo, as vacinas estão sendo testadas em crianças hoje:

  • Oxford/AstraZeneca
  • Sinovac Biotech
  • Pfizer/BioNTech
  • Moderna

A Johnson e o Instituto Gamaleya, responsável pela vacina Sputnik V, já anunciaram, sem dar uma data, que pretendem começar seus testes clínicos em menores de idade nos próximos meses.

Índia sofre com recorde de novos casos de covid-19 e falta de oxigênio

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A Índia registra nesta quinta-feira (22) 314.835 infecções novas de Covid-19, a maior taxa do mundo. Uma nova onda da pandemia criou novos temores sobre a capacidade de reação dos serviços de saúde que estão em colapso.Autoridades de saúde do norte e do oeste do país, incluindo a capital, Nova Delhi, disseram estar em crise, já que a maioria dos hospitais está lotada e ficando sem oxigênio. Alguns médicos estão aconselhando os pacientes a ficar em casa, e um crematório de Muzaffarpur, uma cidade do leste indiano, informou que está sobrecarregado de corpos e que familiares enlutados têm que esperar a sua vez.

"Neste momento, não há leitos, não há oxigênio. Todo o resto é secundário", disse Shahid Jameel, virologista e diretor da Escola de Biociências Trivedi da Universidade Ashoka, à Reuters. "A infraestrutura está desmoronando".

Alguns hospitais de Nova Delhi ficaram sem oxigênio, e autoridades de estados vizinhos estão impedindo que suprimentos sejam levados à capital para preservá-los para suas próprias necessidades, disse o vice-ministro-chefe da cidade, Manish Sisodia. O total de casos na Índia está agora em 15,93 milhões. As mortes aumentaram em 2.104 e chegaram a 184.657, de acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde.

Ultrassom abdominal e alfa-fetoproteína para o diagnóstico de carcinoma hepatocelular

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O carcinoma hepatocelular (CHC), ou seja, câncer com origem no fígado, é o sexto em termos de ocorrências globais de câncer e o quarto em termos de mortes por câncer em homens. Este câncer ocorre principalmente em pessoas com doença hepática crônica, independentemente da causa. O ultrassom (US), que usa ondas de ultrassom para mostrar anormalidades no fígado, pode detectar a presença de lesões hepáticas suspeitas de serem CHC. 

A alfa-fetoproteína (AFP), uma glicoproteína produzida pelo fígado e mensurável no sangue, é considerada um marcador tumoral porque níveis elevados podem estar associados à presença de CHC. Esses dois testes (US e AFP) são usados, isoladamente ou em combinação, para excluir a presença de CHC em pessoas com alto risco de desenvolver CHC. Pessoas com alto risco são aquelas com doença hepática crônica. As diretrizes atuais recomendam programas de vigilância

O que separa os bons médicos dos maus?

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A capacidade de um médico de buscar o fio da humanidade que permeia cada interação é apenas um atributo definidor de um bom (ou ótimo) médico. Aqui estão algumas outras características que distinguem os bons médicos de seus colegas não tão bons. Por algum tempo, empatia se tornou uma espécie de palavra da moda entre educadores médicos e médicos, e com bons motivos - a empatia é parte integrante da construção de relacionamento entre profissionais de saúde e pacientes.

Acima de tudo, bons médicos são bons comunicadores. A comunicação eficaz refere-se ao discurso verbal ou outras formas de transmitir informações para estabelecer uma mensagem e apoiar o insight do paciente. Se o paciente ou o médico não compreenderem o propósito das informações transmitidas, a comunicação será ineficaz. Com um número excessivo de casos, a maioria dos médicos tem pouco tempo a perder. Embora as pausas para o almoço e as atividades de lazer sejam muitas vezes locais onde os médicos reservam tempo para cuidar do paciente, reservar um tempo para ouvir ativamente nunca deve ser comprometido.

A Telemedicina no Infarto Agudo

Leia, na íntegra, aqui, o texto de Jamil Cade, publicado na AM.

A telemedicina no suporte à decisão médica, na contribuição ao diagnóstico para locais remotos, muitas vezes com dificuldades para a realização de exames, permite o melhor atendimento ao paciente. O impacto em doenças que necessitam de agilidade, assertividade e tratamento rápido, sem dúvidas irá reduzir a mortalidade, principalmente em locais que mais necessitam desse serviço.

Imunoterapia no COVID19 - Regeneron!

Leia, na íntegra, aqui, o texto de Felipe Prohaska, publicado na AM. 

O SARS CoV 2 vem dominando os noticiários e a ciência nos últimos 16 meses. Muitos tratamentos vêm em pesquisa, com resultados variados e muitas vezes discutíveis. A imunoterapia mostrou suas armas com o tocilizumab, as imunoglobulinas e agora dois inibidores de IgG1 em associação, imdevimab + casirivimab.

Em novembro do ano passado, o FDA aprovou de forma emergencial o uso de uma medicação para tratamento precoce contra a COVID 19. O Regeneron (Regn-Cov2) era a soma de dois anticorpos monoclonais com ação na resposta imunológica Th2, diminuindo a atividade da imunoglobulina IgG1, responsável pela opsonização e a resposta às doenças virais.

O que esperar dos dois remédios aprovados contra a Covid-19?

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Rendesivir: O remédio é um antiviral e serve para impedir a replicação do vírus dentro do organismo infectado em estágios mais avançados da doença. É indicado para pacientes com mais de 12 anos e mais de 40 quilos que estão com pneumonia e necessitam de suplemento de oxigênio, mas que ainda não estejam em ventilação mecânica.

Regn-CoV2: O remédio também serve para impedir a replicação viral. Ele é feito a partir de anticorpos monoclonais, proteínas criadas em laboratório a partir de um único anticorpo natural e que imitam a maneira como nossos sistema imunológico combate o vírus. A indicação para a utilização dos chamados anticorpos monoclonais é para quadros leves e moderados da doença, em pessoas com comorbidades acima de 12 anos que possuem alto risco de progredir para formas graves de Covid-19.

Medicina centrada no paciente

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A medicina centrada no paciente ou no cuidado é um tema muito amplo e com implicações diferentes quando se trata de saúde pública ou de atenção médica individual. Comporta ainda definições diferentes quando se utiliza a oposição entre centrada no médico versus no paciente ou centrada no paciente versus na doença. Quando se opõe a atitude centrada no médico à atitude centrada no paciente, o ponto em discussão é o poder do médico versus a autonomia do paciente. Quando a oposição é entre doença e doente, a medicina centrada no
paciente é mais abrangente, busca entender as necessidades e desejos do paciente e não se restringe à doença.

Definem-se os princípios componentes da medicina centrada no paciente como:
1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a ideia a respeito do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as expectativas sobre o que deveria ser feito;
2 – entendimento global da pessoa;
3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a respeito do problema ou dos problemas e sua condução;
4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde;
5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente;
6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.

Resumidamente, pode-se dizer que são dois os componentes principais da medicina centrada no paciente: um deles se refere ao cuidado da pessoa, com a identificação de suas ideias e emoções a respeito do adoecer e a resposta a elas; e o segundo se relaciona à identificação de objetivos comuns entre médicos e pacientes sobre a doença e sua abordagem, com o compartilhamento de decisões e responsabilidades. Levar em consideração o desejo do paciente de obter informações e de compartilhar responsabilidades e responder apropriadamente a esse desejo também fazem parte da prática médica centrada no paciente.

A relação entre o princípio da autonomia e o princípio da beneficência (e não-maleficência) na bioética médica

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As atividades médicas, por compreenderem procedimentos que envolvem a vida, a saúde e a integridade física dos indivíduos, devem ser pautadas por princípios e valores variados – e por vezes conflituosos, como é o caso da autonomia e da beneficência, razão pela qual, frequentemente, os profissionais da saúde enfrentam dilemas éticos de difícil solução quando da prática de suas atividades.

Desse modo, os princípios preconizados pela bioética laica (autonomia, beneficência e justiça) constituem base para a reflexão das condutas a serem tomadas no campo da saúde – em especial, da medicina. A crescente valoração dada ao princípio da autonomia – como também, ao princípio do consentimento livre e esclarecido – modificou a relação médicopaciente (usuário dos serviços de saúde), retirando a supremacia do princípio da beneficência (oriunda da ética hipocrática) e, via de consequência, a coexistência de ambos os princípios na relação entre profissionais da saúde e pacientes, acarreta para ambos a responsabilidade para com as decisões tomadas durante a prática clínica

"Autonomia do médico deve respeitar a ciência"

Leia, na íntegra, aqui. 

Em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, em 30/01/2021, seis pesquisadores destacam a obrigação dos médicos em observar as orientações da Ciência, considerando inaceitável o estímulo por esses profissionais ao uso de drogas comprovadamente ineficazes. Eles se referem, em especial, ao tratamento precoce da Covid-19, e criticam artigo do presidente do Conselho Federal de Medicina, Mauro Luiz Britto Ribeiro, em que este, entre outros equívocos apontados pelos pesquisadores, sustenta a autonomia dos médicos para fazer a prescrição.

 

 

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