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Apple na saúde - como a gigante da tecnologia irá dominar o mercado de saúde?

Apple na saúde - como a gigante da tecnologia irá dominar o mercado de saúde?

Continuando a nossa série sobre como as grandes empresas de tecnologia vem olhando para o mercado de saúde, chegou a vez da queridinha dos profissionais de saúde (e de todas as outras pessoas que gostam de facilidade): a Apple.

Há um ditado na língua inglesa que fala:

An apple a day, keeps the doctor away

Mas no caso da gigante da tecnologia, podemos modificar isso para:

 Apple during your day, keeps the doctor closer.

A Apple possui uma divisão de negócios em saúde que já demonstra muita força. Com alguns cases em alguns hospitais ou até governos, a estratégia do legado de Steve Jobs é atuar na saúde personalizada a medida que seus gadgets leem cada passo ou interação de seus usuários, sejam eles pessoas normais, ou em suas atividades laborais.

Em Setembro desse ano, tomamos conhecimento dos estudos que a Apple está liderando. Realmente tratam-se de estudos sob protocolos científicos, afim de obtenção de credibilidade na comunidade científica e médica profissional sobre possíveis impactos positivos das "intervenções" em saúde que os gadgets e softwares da empresa podem causar.

Finalmente esse cuidado das empresas de tecnologia.

Basicamente, nestes 3 estudos temos uma coisa em comum, o Apple Watch. Segundo o próprio CEO da empresa, esses estudos contribuirão para potencializar as descobertas médicas que irão ajudar a criar a próxima geração de produtos inovadores para a saúde.

Para realizar esse feito, a empresa está fazendo associações com as melhores escolas e reconhecidas instituições médicas / de saúde para realizar esse feito.

Para você ter ideia do que a saúde significa para a empresa, entenda as palavras ditas por Jim Cook em Janeiro de 2019 em uma entrevista:

If you zoom out into the future, and you look back, and you ask the question, ‘What was Apple’s greatest contribution to mankind?’ It will be about health,”

Ou seja, todas as aspirações da empresa se voltam para facilitar a vida das pessoas e assim terem melhor desfecho ou, quem sabe, melhor experiência em seus momentos mais miseráveis: quando a saúde nos falta.

The Apple Women’s Health Study

O Estudo de saúde das mulheres da Apple permitirá que as mulheres com um Apple Watch acompanhem seus períodos menstruais na esperança de informar recomendações sobre riscos de doenças como a síndrome dos ovários policísticos, infertilidade e osteoporose. Imagine a quantidade de dados que um estudo como esse pode fornecer e analisar? 

Como o barulho do dia a dia afeta a audição das pessoas?

Sabe aquela sensação de que a Siri está ouvindo tudo o que você fala? Então, nesse estudo a coisa fica real e séria. Os usuários do Apple Watch que toparem participar desse estudo deixarão a apple ouvir o dia a dia de cada um deles afim de determinar o quanto a exposição aos barulhos e suas intensidade efetivamente afetam na perda auditiva dos indivíduos. O estudo é bem sério e é feito em conjunto com a Universidade de Michigan e o OMS sob a iniciativa "Make Listening Safe".

 The Apple Heart and Movement Study 

Esse estudo é uma ampliação de um estudo já em atividade que a Apple faz em conjunto com a Universidade de Stanford que já conta com mais de 400.000 participantes. A nova ideia é coletar dados de caminhadas e demais atividades dos usuários do Apple Watch e correlacionar populacionalmente com a quantidade de hospitalizações, quedas, saúde cardiovascular e qualidade de vida do cliente. Participa também   dessa iniciativa o Brigham Hospital e a American Heart Association.

Um king kong E a escalada para os 300 bilhões de market share da saúde????

Segundo a Morgan Stanley a Apple saltará de 10 Bilhões (hoje) para 313 bilhões de dólares de participação no mercado de saúde em 2027. Isso se dá devido aos inúmeros experimentos que a empresa vem fazendo no setor e ao caminho de disrupção que ela aponta. Da mesma forma que já fez outras vezes em outro mercados, a consultoria afirma que a Apple mudará o mercado da saúde, principalmente por colocar o cliente no centro de todo o ecossistema.

Para você ter ideia, apenas o mercado de saúde americano, já é 3x maior que todo o mercado global de smartfones. Ou seja. Seria uma tolice uma empresa como a apple ( ou qualquer uma das que estou falando nesta série) não buscar uma bela fatia desse mercado.

A principal vantagem da empresa frente as outras gigantes da tecnologia se dá a sua gigantesca base de usuários, o que facilita em muito o seu processo de busca pelo reconhecimento como uma empresa de saúde.

E o que o King kong tem a ver com isso?

A Amazon está trabalhando "secretamente" com uma pequena startup chamada Gorilla Health com o intuito de transformar o iphone no gerenciador pessoal e interligado de toda a complexidade dos processos de saúde a que estamos envolvidos. As fontes afirmam que a joint venture vem trabalhando também com as gigantes da patologia clínica Quest Diagnostics e Lab Corp, além de alguns centros de imagem.

Esse investimento tem por objetivo proporcionar imputar dados diagnósticos, resultados de exames, integrados com hospitais e prontuários eletrônicos, sem o problema da interoperabilidade, resolvendo um grande gap em um setor tão plural.

Quando falamos em diagnóstico e pesquisa pela Apple, o que significa?

O futuro que a Apple aponta é brilhante. Simplesmente porque eles já estão realizando muitas pesquisas com seus usuários. Não deixe de ver o vídeo a seguir!

 

Como você viu, uma das bases de toda imersão da Apple na saúde está baseada no Apple Watch. Lançado recentemente, o Apple Watch 5 é realmente incrível, como você pode ver no vídeo a seguir:

Um admirável mundo novo?

Claro que sim. A forma de diagnosticar e tratar pacientes será completamente diferente. Estamos vendo a revolução da medicina acontecer diante de nossos olhos. O médico não vai ter mais papel central em toda a hierarquia de acontecimentos da saúde. Esse papel já é e será ainda mais ocupado pelo paciente. Isso vai acontecer não apenas pela tecnologia, mas porque o autocuidado assistido pela tecnologia tende a ser muito mais barato que qualquer processo de remediar um agravo. A relação médico paciente será reinventada.

Não perca os outros posts da série Gigantes da Tecnologia que estou escrevendo aqui para a Academia Médica.

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Fernando Carbonieri
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Inovação é sua forma de exercer a medicina. Em 2012 criou a Academia Médica, comunidade dedicada a "FALAR O QUE A FACULDADE ESQUECEU CONTAR". Membro Comissão do Médico Jovem do CFM, especialista em Bioética

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