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Estudo expõe relação entre genética das microglias e progressão da doença de alzheimer

Estudo expõe relação entre genética das microglias e progressão da doença de alzheimer
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nov. 29 - 4 min de leitura
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Pesquisadores do Brigham and Women's Hospital, parte integrante do sistema de saúde Mass General Brigham, realizaram um estudo que descobriu uma conexão entre alterações genéticas nas células microgliais e a resposta inflamatória na doença de Alzheimer (DA). Este estudo, divulgado em 29 de novembro de 2023 em Science Daily, destaca a importância da genética das microglias na neuroinflamação e no desenvolvimento da DA.

A compreensão da doença de Alzheimer (DA) tem evoluído significativamente, com recentes pesquisas enfatizando a importância das células imunorreguladoras cerebrais, conhecidas como microglia, na progressão da doença. Com isso, a equipe de pesquisa, liderada pela Dra. Tracy Young-Pearse, do Departamento de Neurologia, focou no gene INPP5D encontrado nas microglias. Eles descobriram que uma redução do INPP5D resulta em neuroinflamação, aumentando o risco de DA. Este achado é crucial para o desenvolvimento de terapias centradas nas microglias para o tratamento da DA e distúrbios relacionados.

A equipe utilizou uma variedade de abordagens experimentais para investigar a relação entre os níveis de INPP5D e um tipo específico de inflamação cerebral, a ativação do inflamassoma. Comparando tecidos cerebrais humanos de pacientes com DA e um grupo controle, observaram níveis mais baixos de INPP5D em pacientes com DA.

Além disso, constatou-se que a diminuição dos níveis do gene INPP5D nas microglias desencadeia processos inflamatórios. Para aprofundar este achado, os pesquisadores realizaram experimentos com células cerebrais humanas cultivadas a partir de células-tronco. Esses estudos permitiram explorar as complexas interações moleculares nas microglias influenciadas pela redução do INPP5D. Esta investigação levou à identificação de proteínas específicas, as quais, ao serem inibidas, poderiam bloquear a ativação do inflamassoma nas microglias, um aspecto crítico na progressão da inflamação.

Apesar de representar a análise mais abrangente do INPP5D no cérebro com DA até o momento, continua em aberto se o INPP5D deve ser alvo de terapêuticas. Os resultados sugerem que a atividade do INPP5D em cérebros com DA é complexa, e estudos futuros são necessários para entender se o INPP5D pode ser alvo para prevenir o declínio cognitivo em pacientes com DA.

Dra. Young-Pearse enfatiza que os resultados são promissores para o INPP5D, mas ainda restam perguntas. Estudos futuros examinando a interação entre a atividade do INPP5D e a regulação do inflamassoma são essenciais para aprimorar nosso entendimento das microglias na DA e ajudar no desenvolvimento de um conjunto abrangente de terapias para tratar cada uma das vias moleculares que conduzem à DA.

Este estudo marca um avanço significativo na pesquisa sobre a DA, destacando, ao mesmo tempo, a complexidade dessa condição e a contínua necessidade de explorar novas abordagens terapêuticas, especialmente aquelas focadas nas microglias.

Para acesso a pesquisa na íntegra, disponibilizamos aqui o link de acesso 😉


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Leia também: 


Referência:

Brigham and Women's Hospital. "Researchers find connections between neuroinflammation and Alzheimer's disease." ScienceDaily. ScienceDaily, 29 November 2023. <www.sciencedaily.com/releases/2023/11/231129003942.htm>.


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