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Composição e requisitos mínimos de equipes multidisciplinares de UTIs

Composição e requisitos mínimos de equipes multidisciplinares de UTIs
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fev. 27 - 4 min de leitura
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Esse texto é parte integrante do parecer n 24/19 do Conselho Federal de Medicina, que trata dos parâmetros para o funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e de Unidades de Cuidados Intermediários (UCI).

O excerto a seguir tem o intuito de:

  • Levar luz sobre as responsabilidades de uma equipe multidisciplinar em UTI
  • Levar luz sobre ações integradas 
  • Acúmulo de função

Equipe multidisciplinar em unidades de terapia intensiva e em unidades de
cuidados intermediários

A UTI e a UCI representam áreas críticas destinadas à internação de pacientes
graves (UTI) e de pacientes com risco de agravo ou em recuperação de quadros de gravidade (UCI) que requerem atenção profissional especializada de forma contínua, materiais específicos e tecnologias necessárias ao diagnóstico, à monitorização e à terapia.

Para que o atendimento de saúde possa ocorrer de forma segura e otimizada, é
essencial contar com equipe multiprofissional adequada, legalmente habilitada e
dimensionada quantitativa e qualitativamente de acordo com o perfil assistencial e demanda da unidade, com observância da legislação vigente.

Esse atendimento envolve ação integrada contínua, intensiva e diuturna de
médicos, enfermeiros e fisioterapeutas. De forma também importante, envolve a atuação de profissionais de nutrição, psicologia, fonoaudiologia, odontologia, serviço social e farmácia, os quais devem idealmente fazer parte da equipe permanente da unidade ou, minimamente, como alternativa na vigência dessa possibilidade, estarem acessíveis sob demanda da unidade.

A coordenação e supervisão da unidade e do grupo multiprofissional será realizada pela equipe médica da unidade, a qual será composta por médico coordenador e/ou médico responsável técnico, médico intensivista diarista (rotina) e médico plantonista, cada um com suas responsabilidades e atuação específica.

A ação integrada e organizada em níveis de responsabilidade e competência de
toda a equipe de saúde é essencial para que essas unidades possam cumprir seu papel de cuidar de pacientes em estado de maior gravidade com os melhores resultados.

Na UCI a tecnologia de monitorização e suporte é menos intensiva, menos invasiva, já que se propõe a assistir pacientes com menor gravidade. No entanto, a equipe multidisciplinar é a mesma descrita para as UTI, variando apenas o seu dimensionamento.

Desta forma, o médico coordenador destas unidades pode acumular a função de
médico diarista/rotina e visita horizontal nas UCI. A condução horizontal é essencial para o bom resultado também destes pacientes, dada a menor complexidade e o nível de instabilidade de sua condição. A visita horizontal pode ocorrer em apenas um turno, desde que o médico coordenador e/ou rotina esteja disponível para consulta, de forma a não interromper a sequência da assistência. No entanto, mesmo nestas unidades o médico rotina não deve acumular a função de médico plantonista, já que, além da horizontalidade,
sua função exige dupla checagem de processos e protocolos, garantindo segurança e qualidade na assistência do paciente grave.


O que achou dessa parte do parecer 24/19 do CFM sobre o funcionamento e dimensionamento de UTIs? Deixe a sua opinião

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