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Estudar música pode prevenir o declínio cognitivo na terceira idade

Estudar música pode prevenir o declínio cognitivo na terceira idade
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abr. 19 - 2 min de leitura
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Praticar e ouvir música de forma ativa e consciente pode prevenir o declínio da memória em idosos saudáveis, promovendo a plasticidade cerebral e o aumento da massa cinzenta. A constatação é fruto de trabalho realizado por uma equipe da Universidade de Genebra (UNIGE), HES-SO Geneva e EPFL, com um grupo de 132 aposentados com idades entre 62 e 78 anos. Um artigo sobre o assunto foi publicado na NeuroImage: Reports.

Os participantes nunca haviam praticado música. Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos, com atividades realizadas durante seis meses consecutivos. O primeiro teve aulas de piano. Já o segundo, teve aulas de escuta ativa, focadas no reconhecimento de instrumentos e na análise de propriedades musicais em uma gama de estilos musicais diversificados. Todos tiveram que fazer lições de casa diárias pelo período de meia hora.

No final do processo, foram encontrados efeitos semelhantes entre os integrantes de ambas as intervenções. Um método de neuroimagem mostrou aumento de massa cinzenta em quatro regiões cerebrais envolvidas no funcionamento cognitivo de alto nível de todos, havendo aumento de 6% do desenvolvimento cognitivo, correlacionado com a plasticidade do cerebelo.

Porém, nos pianistas o volume da substância cinzenta permaneceu estável no córtex auditivo primário direito (região considerada chave para o processamento do som). Enquanto isso, no grupo de escuta ativa foi verificada redução deste volume.

No futuro, a intenção da equipe de cientistas é analisar o potencial das mesmas intervenções em idosos com comprometimento cognitivo leve.

Referência:

Damien Marie et al, Music interventions in 132 healthy older adults enhance cerebellar grey matter and auditory working memory, despite general brain atrophy, Neuroimage: Reports (2023). DOI: 10.1016/j.ynirp.2023.100166

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