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Fraturas de quadril: Como pequenos hábitos fazem a diferença

Fraturas de quadril: Como pequenos hábitos fazem a diferença
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set. 1 - 3 min de leitura
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Pequenas mudanças no estilo de vida, como a interrupção do tabagismo, a manutenção de uma atividade física moderada e a adoção de uma dieta equilibrada rica em vitamina D e cálcio, podem ser medidas cruciais para fortalecer os ossos e reduzir o risco de fraturas do quadril.

Enquanto a maioria das pessoas tende a subestimar a importância da saúde óssea, especialmente aquelas sem osteoporose, um recente estudo australiano evidencia a importância dessas simples intervenções, não apenas para grupos de alto risco, mas para a população em geral.

O professor Tuan Nguyen, da Universidade de Tecnologia de Sydney (UTS), liderou este estudo, publicado no Journal of Bone and Mineral Research. Ele ressaltou que, embora os tratamentos farmacológicos possam reduzir o risco de fraturas do quadril em até 50% em pacientes com osteoporose, a grande maioria das fraturas ocorre em indivíduos que não têm a doença, tornando as medidas preventivas uma necessidade para todos.

Ao avaliar dados do Dubbo Osteoporosis Epidemiology Study, foi observado um aumento de 3% na densidade mineral óssea entre 1988-92 e 1999-2001. Paralelamente a isso, houve uma redução de 45% nas fraturas do quadril, uma descoberta impressionante considerando que tal declínio é comumente associado a um aumento de 10% na densidade óssea.

Este estudo respalda a ideia de que benefícios aparentemente pequenos para cada indivíduo, quando adotados em escala populacional, podem gerar vantagens significativas para a comunidade. A analogia com o uso do cinto de segurança exemplifica bem esta noção: "mesmo que o benefício individual possa parecer sutil, o impacto coletivo é profundo."

A pesquisa sugere, portanto, que as estratégias de saúde pública devem se concentrar não apenas nos grupos de alto risco, mas também naqueles de risco baixo a moderado. Adicionalmente, a classificação simplista da densidade mineral óssea em categorias como "osteoporose" ou "não osteoporose" pode não ser suficientemente precisa para identificar aqueles em risco real de fratura.

Destacando-se, esta pesquisa indica que, ao promover a conscientização sobre medidas simples e viáveis, é possível intensificar o fortalecimento da saúde óssea. Isso pode resultar na redução significativa das fraturas do quadril, protegendo a qualidade de vida e a autonomia, sobretudo dos idosos.


Leia também: 


Referências: 

  • Tran, T. S., Ho-Le, T. P., Bliuc, D., Center, J. R., Blank, R. D., & Nguyen, T. V. (2023). Prevention of hip fractures: trade-off between minor benefits to individuals and large benefits to the community. Journal of Bone and Mineral Research. https://doi.org/10.1002/jbmr.4907

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