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Novos critérios para doação de sangue devido à COVID-19

Novos critérios para doação de sangue  devido à COVID-19

No começo desse ano, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizaram os critérios para a triagem clínica de candidatos à doação de sangue em relação ao coronavírus(1). 

De acordo com o documento, candidatos à doação de sangue com diagnóstico ou suspeita de COVID-19 e que apresentaram sintomas da doença, mesmo nos casos leves ou moderados, devem esperar por 10 dias depois do desaparecimento dos sintomas para doar. O mesmo vale para indivíduos assintomáticos, mas que apresentam o teste diagnóstico positivo para Sars-CoV-2(1).

 Aqueles que tiveram contato com uma pessoa que testou positivo para COVID-19, devem esperar por sete dias para fazer a doação, contando a partir do último dia de contato com a pessoa infectada(1). 

Vacinados contra a Covid-19

Para doar sangue, vacinados com a Coronavac podem doar 48 horas após a aplicação e os demais que foram imunes com outras vacinas precisam aguardar por até sete dias, a depender da vacina, consoante a nota técnica. 

Além dos novos critérios, as recomendações pré-doação de sangue permanecem as anteriores:

  • Estar alimentado. Evite alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue;

  • Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas;

  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;

  • Podem doar pessoas de 16 a 69 anos que pesem a partir de 50 kg; 

  • Pessoas com idade entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já o tiverem feito antes dos 60 anos;

  • A frequência máxima é de quatro doações de sangue anuais para o homem e de três doações de sangue anuais para as mulheres;

  • O intervalo mínimo entre uma doação de sangue e outra é de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres. 

Estoques

Em 2021, de acordo com o Sistema de Informação Ambulatorial do Sistema Único de Saúde (SUS) houve uma ligeira alta no número de bolsas coletadas de janeiro a setembro de 2021, considerando o mesmo período de 2020. Foram 2,2 milhões de bolsas preenchidas no ano passado ante 2,1 milhões em 2020, quando a pandemia esteve em pico, o que representa um aumento de 4%(1). 

Em janeiro de 2022, bolsas de sangue do tipo AB- era o que tinha menor estoque, com 159 unidades e continua com baixos estoques agora em março, junto com O-, A-, B- (2). Quando há risco de desabastecimento, o Plano Nacional de Contingência do Sangue é acionado, possibilitando o remanejamento de bolsas de unidades federativas para aquelas com maior dificuldade, com o apoio operacional e logístico do Governo Federal(1). 

Artigo relacionado

 COVID-19 em pacientes com doenças hematológicas: uma pesquisa da Sociedade Europeia de Hematologia

Referências

  1. Ministério da Saúde. Conheça os critérios do Ministério da Saúde para doação de sangue. Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/janeiro/conheca-os-criterios-do-ministerio-da-saude-para-doacao-de-sangue. Acesso em março de 2022

  2. Hemobanco. Situação do estoque . Disponível em https://hemobanco.com.br/site/. Acesso em março de 2022

 

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