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O papel do médico na justiça social

O papel do médico na justiça social

O Juramento de Hipócrates prevê, sem reservas, o pleno acesso à saúde a todos os cidadãos. Partindo dessa premissa, os profissionais da Medicina devem honrar suas alcunhas populares de agentes de transformação social ao atender os enfermos que ali solicitam seu auxílio. No entanto, a existência de mazelas sociais como a desigualdade, à medida que geram um cenário cada vez mais distópico, também aumentam a necessidade de reconsiderar o papel do médico. A conclusão, portanto, é imediata: o aperfeiçoamento pessoal e coletivo de tais profissionais.

O físico teórico Albert Einstein afirma que é espantosamente óbvio que as nossas tecnologias superaram nossa humanidade. Dentro do contexto médico, as distintas condições sociais, porém, não devem ser motivadoras para o descenso da ética profissional, pois a prática médica, como sendo um ofício diverso e muitas vezes complexo, requer de quem a exerce total dinamismo em saber associar as habilidades profissionais e sua ética particular, o que só aumenta espontaneamente seu status de condição indispensável no confronto com as desigualdades sociais.

Um exemplo são os vários profissionais que, mesmo lidando com condições depravantes, como estrutura "rudimentar" ou excesso de carga horária, superam seus limites visando atender a todos os enfermos.

É evidente que as iniquidades sociais, embora presentes no cotidiano popular não devem ser refletidas dentro do contexto profissional médico, pois, apesar de ser uma das várias anomias sociais, é suplantada pelo Juramento de Hipócrates, que é a gênese da ética profissional médica.

É em tal contexto que o papel de tais profissionais adquire maior importância, ao passo que, apesar de lidarem com o manuseio de tecnologias ultramodernas e gozarem do mais alto engenho intelectual, a humanidade ainda se faz presente, e acima disso está o fato de que o atendimento é composto de um humano curando outro, e não um "deus".

A saúde é a arte de se perceber como humano na vida na Terra.

Em virtude dos argumentos supracitados, a humanização está presente nos pequenos atos da vida, apesar de grandes pessoas não a avistarem. Afinal, não existe saúde pública caso não haja meio de cura, o que se dá independentemente da condição social do enfermo, uma questão que apenas os médicos humanizados podem responder.

É imprescindível, que faculdades públicas e privadas criem um projeto de visitação, aprendizagem e debates em hospitais públicos do Brasil e de outros países, visando estabelecer uma comparação e conscientização acerca das distintas democratizações quanto ao acesso à saúde pública e aos profissionais.

 


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Academia Médica
Fernando Antônio Ramos Schramm Neto
Fernando Antônio Ramos Schramm Neto Seguir

Atual graduando em Medicina pela Universidade Salvador.

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