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Prontuário da Google - Como o Google Health está entrando na vida de todos nós?

Prontuário da Google - Como o Google Health está entrando na vida de todos nós?

Prontuários eletrônicos sempre são as primeiras ideias que "gênios" da TI acreditam ser possível fazer.  Constantemente recebo um contato ou uma ligação de alguém próximo querendo apostar todas as fichas em um prontuário eletrônico multiconectado que dá a ideia de fazer regressões e também montar redes neurais capazes de predizer o que vai acontecer como paciente.

De fato tudo isso é muito complexo. As informações ainda estão descentralizadas em diversos servidores e serviços diferentes. Isso implica que, as vezes, mesmo que usando o mesmo sistema, uma informação gerada em um canto do ecossistema de saúde não atinge o outro canto. Simplificando para entender, o seu prontuário do consultório não conversa com o do hospital, mesmo que eles sejam fabricados pela mesma empresa.

Ainda na ceara dos problemas, quando o assunto é Eletrônic Health Records, ainda temos barreiras de mercado construídas para permanecerem altas, mais ou menos como a parede que protegia o Norte dos Nightwalkers do Game of Thrones. Uma empresa constroi um sistema que não conversa com outro sistema apenas para manter essa barreira alta. Isso funciona, até o momento que alguém dá um jeito e cria um dragão que rompe barreiras. 

Esses e mais alguns outros fatores que incluem segurança da informação, interoperabilidade, posse dos dados e tantas outras coisas me impulsionavam a desencorajar aqueles que tentavam fazer um grandioso prontuário eletrônico.

Voltando ao que interessa, o projeto google health já falhou no passado. Tanto é que foi dado como descontinuado. Entretanto o novo vídeo que você vê a seguir, mostra o contrário. O Google Health estava vivo e evoluindo muito bem...

Segundo o próprio descritivo da Google:

As informações de saúde são incrivelmente complexas - existem erros de ortografia, maneiras diferentes de dizer a mesma coisa, rabiscos manuscritos e faxes. O Google passou duas décadas em problemas semelhantes para os consumidores, criando produtos como o Search, Translate e Gmail, e acreditamos que podemos adaptar nossa tecnologia para ajudar.

É por isso que estamos construindo um conjunto inteligente de ferramentas para ajudar médicos, enfermeiros e outros profissionais a cuidar melhor dos pacientes, aproveitando nossa experiência na organização de informações. Uma dessas ferramentas visa tornar os registros de saúde mais úteis, mais acessíveis e mais pesquisáveis, puxando-os para uma interface única e fácil de usar para os médicos.

Confira o vídeo 

E quais são as implicações de tudo isso?

A entrada da Google na saúde não é nenhuma novidade. Ávidos por dados e busca pelo entendimento da complexidade humana através deles, a Google tem entregado soluções cada vez mais interessantes, fazendo-nos acreditar que a tecnologia é algo trivial, que sempre fez parte da nossa natureza. 

Com o Google Health, as mostras não são diferentes. A ideia é fazer um prontuário (ouso a dizer que um dia até mudaremos o nome desse "documento") que você possa trabalhar naturalmente, com a mínima quantidade de clicks ou, quem sabe, sem click nenhum.

São muitas os desdobramentos do vídeo acima. Comente logo abaixo as perguntas e respostas que podemos tirar desse teaser da google. Consegui formular as seguintes perguntas:

  • Quais são as implicações de um prontuário como esse?
  • Trata-se de uma realidade possível ou só mais uma alucinação em tempos de revolução?
  • Os médicos usariam algo assim?
  • As pessoas usariam algo assim?
  • Qual seria a resposta das empresas que dominam o mercado de prontuários eletrônicos?

Conto com vocês para ajudar a ampliar esse debate!

Caso você precise de mais subsídios para esse debate, entenda os investimentos de Google, Microsoft, Tencent e Apple em saúde.

Conto com vocês para essa discussão. Um abraço!

Academia Médica
Fernando Carbonieri
Fernando Carbonieri Seguir

Inovação é sua forma de exercer a medicina. Em 2012 criou a Academia Médica, comunidade dedicada a "FALAR O QUE A FACULDADE ESQUECEU CONTAR". Membro Comissão do Médico Jovem do CFM, especialista em Bioética

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