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Associação entre dieta mediterrânea e prevenção de efeitos adversos na gravidez

Associação entre dieta mediterrânea e prevenção de efeitos adversos na gravidez
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dez. 23 - 2 min de leitura
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A adoção de um padrão de dieta mediterrânea pode prevenir resultados adversos da gravidez, principalmente entre mulheres com idade materna avançada, ou seja, aquelas com 35 anos ou mais. A constatação faz parte de um novo estudo sobre o assunto, desenvolvido por pesquisadores do Smidt Heart Institute, nos Estados Unidos, e publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA)

A pesquisa contou com a participação de 7.798 mulheres que conceberam pela primeira vez entre os anos de 2010 e 2013. Durante os trabalhos, foi constatado que as participantes que aderiram à dieta tiveram risco 28% menor de desenvolver pré-eclâmpsia urante a gestação. A condição resulta em aumento da pressão arterial durante da gravidez e sobrecarrega o coração da mãe, podendo causar enfraquecimento das funções renal e hepática e redução do suprimento de sangue para o feto.

Além da pré-eclâmpsia, o risco de diabetes gestacional também diminuiu entre mulheres adeptas da dieta mediterrânea. Entre as participantes da pesquisa, que tiveram seus hábitos alimentares analisados através de questionários, 10% tinham 35 anos ou mais, 11% eram negras não hispânicas, 17% eram hispânicas e 4% eram asiáticas. Além disso, 20% tinham obesidade.

O estudo fez parte do Nulliparaous Pregnancy Outcomes Study: Monitoring Mothers-to-be, que no total envolveu 10.038 gestantes que iriam passar pela experiência de parto pela primeira vez. Ele também avaliou os efeitos da mediterrânea em relação a outros resultados adversos da gravidez, como diabetes gestacional, parto prematuro, bebê pequeno para a idade gestacional e natimortos.

A conexão entre a dieta mediterrânea e o menor risco de resultados adversos da gravidez foi observada em uma população de diversas áreas geográficas e diferentes origens étnicas e raciais.

Referência:

Association of a Mediterranean Diet Pattern With Adverse Pregnancy Outcomes Among US Women, JAMA Network Open (2022). DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2022.48165

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