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Dose de esperança: OMS reúne cientistas de 8 países para desenvolver guia sobre o cabotegravir injetável

Dose de esperança: OMS reúne cientistas de 8 países para desenvolver guia sobre o cabotegravir injetável

 

Medicamento é indicado como ação de profilaxia para pessoas expostas ao HIV e pesquisadores se reunirão em março para elaborar novas orientações em tempo hábil para atender pedidos de países de baixa e média renda

 

Na quinta-feira (17), a Organização Mundial da Saúde (OMS)  anunciou que pesquisadores de 8 países farão uma parceria para desenvolver um guia sobre a oferta do cabotegravir injetável de ação prolongada (CAB-LA)— antirretroviral que funciona como uma das opções de tratamento de profilaxia pré-exposição (PrEP) e profilaxia -pós exposição (PEP)de pessoas que tiveram contato com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).

Fazem parte do projeto cientistas dos seguintes países:  EUA, África, Tailândia, Brasil, França, Ásia, Reino Unido e Austrália. Neste link, você pode conferir a biografia completa dos profissionais envolvidos. A primeira reunião do Grupo de Desenvolvimento das Diretrizes (GDC) será realizada na segunda semana de março.

Benefícios do cabotegravir injetável X HIV

O principal objetivo da união do grupo de cientistas é revisar todas as evidências disponíveis sobre esse novo medicamento, em tempo hábil, para atender comunidades e países de baixa e média renda,  que fizeram a solicitação do antirretroviral.

Esse passo é significativo para a saúde mundial, já que a maior disponibilidade de medidas de profilaxia significa que mais pessoas serão beneficiadas com a proteção contra a infecção por HIV. Atualmente, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 38 milhões de pessoas vivem com HIV e Aids no mundo. De acordo com UNAIDS Brasil, somente em 2020, mais de 1,5 milhão de pessoas foram infectadas pelo vírus. No Brasil, vale lembrar que diversos pesquisadores definem a AIDS, causada pelo HIV como uma pandemia, iniciada em 1983 e que  dura até os dias de hoje.

Leia também: Pesquisadoras anunciam terceiro caso de remissão de HIV no mundo

Ou seja, a ampliação da disponibilidade de produtos que permitem que o paciente exposto ao HIV seja tratado emergencialmente é muito necessária. Hoje, quando o paciente tem contato com vírus, as recomendações de órgãos como o Ministério da Saúde é de que os medicamentos sejam ministrados nas duas primeiras horas — ou, no máximo, em 72 horas após a exposição.

Além das pessoas que tiveram relação sexual desprotegida (seja pela falta do uso ou rompimento do preservativo),  as ações de PrEP e PEP também são muito importantes para quem sofreu algum tipo de violência sexual ou teve contato direto com material biológico e materiais cortantes contaminados pelo HIV.

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Referências

  1. EPSJV/Fiocruz. HIV e AIDS nunca deixaram de ser uma pandemia. Disponível em: https://www.epsjv.fiocruz.br/noticias/entrevista/hiv-e-aids-nunca-deixaram-de-ser-uma-pandemia. Acesso em 18 de fevereiro de 2022

  2. UNAIDS. O UNAIDS celebra a aprovação do cabotegravir injetável de ação prolongada como profilaxia pré-exposição para a prevenção ao HIV. Disponível em: https://unaids.org.br/2021/12/o-unaids-celebra-a-aprovacao-do-cabotegravir-injetavel-de-acao-prolongada-como-profilaxia-pre-exposicao-para-a-prevencao-ao-hiv/. Acesso em 18 de fevereiro de 2022.

  3. UNAIDS. Estatísticas. Dispinível em: https://unaids.org.br/estatisticas/#:~:text=Em%202020%2C%20havia%2037%2C7,HIV%20s%C3%A3o%20mulheres%20e%20meninas. Acesso em 18 de fevereiro de 2022

  4. World Health Organization. A OMS anuncia o desenvolvimento de novas orientações sobre a oferta de cabotegravir injetável de longa duração como prevenção do HIV para pessoas com risco substancial de infecção pelo HIV. Disponível em:https://www.who.int/news/item/17-02-2022-who-announces-guidelines-development-group-cabotegravir. Acesso em 18 de fevereiro de 2022

 

Academia Médica
Bruna Martins Oliveira
Bruna Martins Oliveira Seguir

Jornalista graduada pela PUCPR e Mestranda em Informação e Comunicação em Saúde pelo PPGICS da Fiocruz. Atualmente, pesquiso sobre saúde mental, mulheres e redes de apoio e comunicação.

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