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Estudo britânico comprova ser possível estender o intervalo de rastreio de câncer de colo de útero para 5 anos

Estudo britânico comprova ser possível estender o intervalo de rastreio de câncer de colo de útero para 5 anos

O estudo, publicado no dia 31/05, no British Medical Journal (BMJ) contou com a participação de 1,3 milhão de mulheres na Inglaterra e forneceu evidências para prolongar os intervalos de rastreamento do câncer do colo do útero de três para cinco anos para aquelas pacientes  com resultado negativo.

Estudos anteriores a esse mostraram que o teste do papilomavírus humano (HPV) é mais sensível do que o teste de citologia (conhecido como testes de esfregaço). Partindo dessa premissa, o estudo publicado na BMJ analisou os laudos de exames de citologia e de teste de HPV coletados em um único centro por médicos treinados.  

Com a análise dos dados, os autores encontraram que na idade de 24 a 49 anos, a incidência de câncer de colo de útero é cerca de 74% menor após uma triagem de HPV negativa do que após um resultado citológico negativo. Além disso, os cientistas notaram que, após um teste de triagem de HPV negativo, a incidência de NIC3+ na próxima triagem foi cerca de 50% menor em mulheres de 50 a 59 anos do que em mulheres de 24 a 49 anos. Também, as diferenças na detecção de NIC3+ e câncer entre os diferentes testes de HPV foram relativamente pequenas.

Assim, o estudo britânico confirma que as mulheres entre 24 a 49 anos são muito menos propensas a desenvolver lesões cervicais como NIC3+ e câncer cervical, três anos após um teste de HPV negativo em comparação com um teste de esfregaço negativo. Dessa forma, os dados apresentados no estudo confirmam que é possível estender os intervalos de rastreio até cinco anos após um teste de HPV negativo em mulheres com idades compreendidas entre os 25-49 anos, e ainda mais para as mulheres com 50 anos ou mais.

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Referência

Extension of cervical screening intervals with primary human papillomavirus testing: observational study of English screening pilot data, BMJ (2022). DOI: 10.1136/bmj-2021-068776

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