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Residência Médica #5: Preparando e Defendendo o Curriculum

Residência Médica #5: Preparando e Defendendo o Curriculum

Por Larissa Wendling

Com a colaboração de Marina Melek e Melissa Erdmann

Continuando nossa série Residência Médica, hoje vamos falar sobre o objeto em foco nesta fase do processo seletivo para uma vaga de Residência Médica: o curriculum. A entrevista gira em torno dele. É o documento que mostra quem você é enquanto pessoa e o que já reuniu na sua vida como profissional.

Em alguns lugares, inclusive, não existe uma sabatina com os preceptores e a avaliação dos candidatos se dá, única e exclusivamente, pela análise do seu histórico.

Tenha em mente de que tudo que está no seu curriculum será lido e pode ser perguntado para você. Por isso, conheça o seu curriculum e saiba falar sobre tudo o que está nele.

Opiniões sobre o que é ou não um bom curriculum são muito divergentes e não existe uma regra geral. Por exemplo: se por um lado ter várias participações em ligas, eventos e plantões pode demonstrar que você teve uma vida prática muito ativa durante a faculdade, por outro pode ser um sinal de que você matou muitas atividades obrigatórias para fazer tudo aquilo.

Informática e línguas estrangeiras são conhecimento fundamental para qualquer médico. Não é necessário que você saiba formatar um computador, programar um software ou que fale com fluência inglês, francês, italiano e alemão, mas um conhecimento básico do Microsoft Office e fluência razoável em inglês serão cruciais para você se destacar como um bom profissional. Você sabe usar algum software estatístico?

Num hospital universitário, a produção científica por vezes é grande. É um diferencial para o candidato saber tabular e tratar dados, além de ter uma noção básica de estatística. Muito melhor se você tiver feito em algum momento da vida um curso que tenha lhe dado um certificado, mas não tenha medo de dizer que sabe e “aprendeu sozinho (ou durante a faculdade).” Não é crime não saber as coisas e você não deve se sentir diminuído ao admitir que não conhece alguma coisa. O segredo não está em saber, mas sim em ter vontade e interesse em aprender.

Um certificado de conclusão de um curso de inglês sempre é bom. Ter um conhecimento razoável desse idioma hoje em dia é fundamental para a grande maioria das profissões. Não sobrevive-se hoje em dia no mercado de trabalho sem inglês, portanto se você ainda não sabe, corra atrás. Certificados de proficiência como o TOFFEL ou o ECCE são excelentes meios de demonstrar a sua aptidão com o idioma.

Inclua suas atividades acadêmicas e monitorias. Se você teve contato com determinados professores durante a graduação, principalmente se eles forem da área em que você está tentando a especialização, não hesite em pedir cartas de recomendação. Professor nenhum vai negar isso se você realmente foi um aluno aplicado.

Muitos candidatos se preocupam com o tamanho dos seus currículos. Não entre em desespero se o seu curriculum for menor do que o de um outro candidato. Nem sempre o tamanho é sinônimo de adequação. E você ainda terá a grande oportunidade de defender a sua escolha pela residência em questão durante a entrevista.

E aí? Gostou da matéria de hoje? Conte pra gente aqui nos comentários o que está achando da série e se prepare. Amanhã sai o último texto da série Residência Médica, com um compilado de dicas finais para este momento tão importante.

Até lá!

 

Para conferir outros textos da série Residência Médica, acesso:

Residência Médica #1: o desafio!

Residência Médica #2: Prepare-se para a Entrevista! - Parte 1

Residência Médica #3: Prepare-se para a Entrevista! - Parte 2

Residência Médica #4: Prepare-se para a Entrevista! - Parte 3

 

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