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Tratamento da fibrilação atrial e novas técnicas de ablação

Tratamento da fibrilação atrial e novas técnicas de ablação
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nov. 23 - 4 min de leitura
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A pesquisa publicada na JAMA Network Open em 22 de novembro de 2023, intitulada "Catheter Ablation With Morphologic Repetitiveness Mapping for Persistent Atrial Fibrillation", oferece insights sobre o tratamento da fibrilação atrial persistente, uma arritmia cardíaca comum que representa um desafio clínico notável.

A fibrilação atrial (AF) é a arritmia mais comumente diagnosticada e está associada a significativa morbidade e mortalidade. Tradicionalmente, o isolamento das veias pulmonares (PVI) tem sido o foco principal no tratamento da AF, embora seus resultados em casos persistentes da condição sejam menos eficazes. Novas metodologias, como a ablação guiada por PRISM (Mapeamento de Periodicidade e Semelhança), surgiram como alternativas promissoras.

Caracteristicas demográficas dos pacientes envolvidos no estudo ( Lin C, Lin Y, Higa S, et al., 2023).


📝 Detalhes sobre o estudo:

Este estudo multicêntrico e prospectivo testou a hipótese de que a adição da ablação guiada por PRISM ao procedimento de isolamento das veias pulmonares aumenta a chance de manter o ritmo sinusal normal em pacientes com fibrilação atrial persistente. Os resultados indicaram que a combinação do método PRISM com o procedimento convencional melhora a probabilidade de evitar a recorrência da AF após 12 meses do procedimento.

A figura a seguir, explana a aplicação prática da ablação por cateter baseada no Mapeamento de Periodicidade e Semelhança Tipo 1 (PRISM), ilustrando como esta técnica é empregada no tratamento da fibrilação atrial:

Fonte:  Lin C, Lin Y, Higa S, et al., 2023

Já a próxima figura, detalhada o uso da ablação por cateter guiada pelo Mapeamento de Periodicidade e Semelhança Tipo 2 (PRISM), destacando sua metodologia e impacto no tratamento da fibrilação atrial:

Fonte:  Lin C, Lin Y, Higa S, et al., 2023

🔎 Comparação com estudos anteriores e métodos de mapeamento

O estudo compara a técnica PRISM com outras metodologias emergentes no mapeamento de 'drivers' da fibrilação atrial. Métodos como o STAR (Análise Estocástica de Trajetória de Sinais Classificados) e CARTOFINDER, um sistema de mapeamento baseado em eletrogramas endocárdicos, têm mostrado resultados encorajadores. O PRISM, diferentemente, emprega sinais 4D espaciais-temporais para identificar padrões de ativação atrial repetitivos.

👩‍⚕️Implicações Clínicas

A abordagem de mapeamento PRISM permite que os eletrofisiologistas desenvolvam estratégias de tratamento personalizadas. Em alguns casos, a modificação do substrato cardíaco pode não ser necessária, especialmente quando as áreas identificadas pelo PRISM estão limitadas às veias pulmonares.

📖 Limitações e conclusões

O estudo possui limitações, como a realização de ablação além do isolamento das veias pulmonares em alguns pacientes e a ausência de mapeamento do átrio direito. Apesar disso, os resultados sugerem que a estratégia de ablação específica do substrato proposta reduz a frequência de recorrência da fibrilação atrial e aumenta a probabilidade de manutenção do ritmo sinusal.


A tabela a seguir fornece uma visão abrangente dos parâmetros procedimentais dos pacientes e dos resultados obtidos, oferecendo um entendimento detalhado do impacto e eficácia da abordagem terapêutica utilizada:

Fonte:  Lin C, Lin Y, Higa S, et al., 2023


Este estudo é um avanço significativo na abordagem terapêutica da fibrilação atrial persistente, oferecendo uma nova estratégia para melhorar os resultados dos pacientes. A ablação guiada por PRISM, juntamente com outras técnicas inovadoras, representa uma evolução nas terapias de ablação da fibrilação atrial, proporcionando uma abordagem mais personalizada e potencialmente mais eficaz para o tratamento desta complexa condição cardíaca.


As imagens apresentadas neste conteúdo foram extraídas da pesquisa original. Para uma consulta detalhada ao estudo completo, disponibilizamos aqui o link de acesso.

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Referência:

Lin C, Lin Y, Higa S, et al. Catheter Ablation With Morphologic Repetitiveness Mapping for Persistent Atrial Fibrillation. JAMA Netw Open. 2023;6(11):e2344535. doi:10.1001/jamanetworkopen.2023.44535


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