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A Última Crônica

A Última Crônica

Sempre fora a crônica de um fim anunciado.

Esta coluna nasce de uma forma pouco original. Certa vez, ouvi o português José Saramago dizer:

Escrevo por haverem coisas que ainda preciso que sejam ditas.


Além disso, carrego a plena noção que originalidade de um texto é quase impraticável. Não que eu esteja desejando auferir valores a produção alheia, todavia, no contexto pessoal, consegui caminhar, ainda que claudicante, em face daqueles que me alimentaram e ainda me alimentam. Kafka, Hemingway, Sartre, Varella, Scliar, Karnal e sobretudo Dostoiévski.

As diminutas leituras que me estruturaram até hoje e as percepções pessoais, conferiram a essa quase meia centena de textos, um sentido terapêutico de estruturação das críticas e do pensamento.

As lentes pelas quais enxergo a realidade, em verdade, tratam-se de uma colcha de retalhos que me fez enxergar um pouco pela óptica de cada autor e das experiências que me formaram.

Por fim, a percepção momentânea é que o que desejei falar, já está posto.

Novas inquietações surgirão, entretanto, no presente, não há mais coisas que precisam ser ditas. Deixo meus mais sinceros agradecimentos aos que de alguma forma conectaram-se com os textos aqui veiculados, seja por comunicar algo que você, leitor, ainda não houvesse formulado em mente e sentiu-se traduzido por essas palavras, seja pelo incômodo da discordância.

Muito obrigado à Academia Médica pelo espaço gentilmente cedido.

Elomar Rezende Moura (@medicinaemcronicas)

16/09/21

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Academia Médica
Medicina em Crônicas - Elomar R. Moura
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Olá! Sou Elomar R. Moura (@medicinaemcronicas), 22 anos, de Aracaju - SE. Estudante de medicina da Universidade Tiradentes (UNIT) - SE. Um apaixonado pela literatura que escreve reflexões sobre a medicina tanto na sua prática, como na sua simbologia.

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