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Campanha visa alertar sobre os perigos do cigarro eletrônico

Campanha visa alertar sobre os perigos do cigarro eletrônico
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set. 14 - 3 min de leitura
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A Fundação do Câncer e a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) são responsáveis pela campanha “Cigarro eletrônico: parece inofensivo, mas não”, que tem como foco alertar a população em geral, mas principalmente os jovens, sobre os perigos do cigarro eletrônico para a saúde.

A comercialização e propaganda dos cigarros eletrônicos é proibida no Brasil. Porém, segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, cerca de 2 milhões de pessoas no país já usaram os produtos, sendo a maioria com idades entre 18 e 24 anos.

“O uso do tabaco está ligado a pelo menos vinte tipos de câncer, segundo a União Internacional para Controle do Câncer (UICC), e o tabagismo engloba o consumo não só de cigarro comum, mas a utilização de cigarros eletrônicos, vapes, e-cigarette, pod e tabaco aquecido”, informa a campanha.

Disfarçados em uma série de formatos, aromas e sabores, os cigarros eletrônicos carregam concentrações de nicotina que muitas vezes são maiores do que as presentes no cigarro convencional. Este pode ter até um grama de nicotina, enquanto os eletrônicos chegam a ter até 7 gramas por unidade. A informação foi divulgada recentemente em reportagem publicada pela Agência Brasil.

Outros perigos, de acordo com a Fundação e a Anup, são os e-líquidos usados nos vaporizadores, que contêm quantidades significativas de produtos químicos tóxicos. Um vaporizador de 1.500 tragadas equivale a 5 maços.

Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) contêm metal, plástico, baterias e circuitos. Os resíduos de cigarros eletrônicos não são biodegradáveis e os cartuchos ou dispositivos descartáveis geralmente se decompõem em microplásticos e produtos químicos que poluem ainda mais os cursos d’água.

O material da campanha pode ser baixado gratuitamente no site da Fundação do Câncer (clique aqui) e fica disponível para divulgação em redes sociais e para impressão. Os organizadores pedem que a iniciativa seja apoiada por profissionais de ensino e também por instituições de ensino.

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