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Maria Montessori: educar é o melhor remédio! - Parte 7

Maria Montessori: educar é o melhor remédio! - Parte 7

Seja bem-vindo à coluna Historynemia que conta as histórias de personagens importantes da medicina e suas contribuições para a sociedade. Fique à vontade para comentar, curtir e compartilhar com seus amigos. 

Após termos concluído a discussão  do Método Montessoriano, começaremos a discutir o contexto político em que viveu nossa querida médica-educadora.  Vamos lá?

 

Partiu, Barcelona!

Agora, pensa numa mulher que teve sua vida impactada por guerras foi a Maria Montessori, ela passou um tempo considerável de sua vida em torno de conflitos armados, e fugindo deles, primeira guerra mundial, guerra civil espanhola, segunda guerra mundial. No ano de 1917, durante a primeira guerra mundial o clima na Itália se torna insustentável. Maria Montessori recebeu então um convite do Catalão para abrir um centro de pesquisas na cidade de Barcelona. A meta do governo era desenvolver sua própria linguagem, suas próprias escolas e, na visão deles, Montessori poderia fazer parte disso. Ao mesmo tempo existia por parte dela a preocupação de que seu filho fosse convocado pelas forças armadas italianas a servir ao país na primeira grande guerra. Ela aceita o convite, nessa mesma época Mário se casa e todos seguem para a Espanha. 

Com o apoio do governo, Montessori encontra em Barcelona um lugar para se estabelecer e começa a planejar um modelo de ensino também para jovens do ensino médio. Em 1920 ela passa a não mais contar com o apoio do governo catalão e mesmo assim consegue tocar seu instituto de maneira autônoma. O método montessoriano agora se torna um sólido modelo de negócios e Montessori, que já havia ido palestrar nos EUA, passa a oferecer treinamentos em Barcelona e outras cidades europeias como Londres, Viena e Amsterdã. Após a primeira guerra, a Catalunha se encontrava em más condições econômicas e sociais e era esperado por parte das autoridades que Montessori se declarasse favorável à independência dos catalães em relação à Espanha, mas Maria não se manifesta (não é que ela fosse contra ou a favor da independência, mas opiniões políticas foi algo que ela sempre evitou manifestar durante sua vida). 

Ouça esse texto na íntegra clicando abaixo:

Em 1924, no pós-guerra, a instabilidade política na Espanha era grande, e as escolas montessorianas em Barcelona acabaram sendo fechadas pelo governo. Aparentemente essa foi uma das formas que o governo central espanhol encontrou para demonstrar sua autoridade ante os catalães. As escolas foram reabertas em 1931. Essa nova reabertura também não durou muito já que em 1936 as medidas do General Franco dão início a mais um momento de instabilidade, a Revolução Espanhola. 

Mais uma vez Maria Montessori e sua família se veem envolvidos em uma situação de guerra, o clima estava cada vez ficando mais tenso. Algo que a ajudou foi ter amigos na Inglaterra ligados ao governo britânico, ela acabou conseguindo, de forma inesperada e repentina, sair de Barcelona num navio de guerra Inglês. Relata-se que houve um intervalo de poucas horas entre ela receber a notícia da possibilidade de fuga e o navio de fato zarpar. Ela conseguiu somente levar alguns poucos pertences, deixando para trás a maioria de seus materiais de pesquisa. O motivo que levou Montessori a Barcelona foi exatamente o mesmo que a fez se retirar 20 anos depois: a guerra.

Continua...

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Academia Médica
Luan Gustavo
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Estudante de medicina em Santa Cruz, Bolívia. Apaixonado por livros, história e esportes.

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