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Número de passos diários e o risco de mortalidade por todas as causas

Número de passos diários e o risco de mortalidade por todas as causas

Em um mundo que passou por diversas mudanças impulsionadas pela pandemia da COVID-19 tivemos impactos diários e severos no modo como lidamos com o trabalho, o lazer e as atividades físicas.

Com o advento das medidas de restrições para conter a disseminação do vírus que incluíam trabalho remoto e proibição de atividades físicas em academias e redução das atividades ao ar livre, é natural que houvesse uma redução das atividades físicas.

Uma dessas reduções é refletida no menor deslocamento das pessoas com consequente redução do número total de passos durante o dia, mas essa variável é importante para a saúde das pessoas e está envolvida em maior mortalidade?

Foi para responder essa pergunta que um time de pesquisadores liderados pela Dra Amanda E. Paluch realizou um estudo de coorte prospectivo com 2110 participantes estadunidenses.

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E como o estudo foi elaborado?

Foi elaborado um estudo de coorte prospectivo com pacientes variando entre 38 e 50 anos que estavam com um acelerômetro entre 2005 e 2006. O volume de passos diários foi classificado como baixo (<7.000 passos/dia), moderado (7.000-9999 passos/dia) e alto (≥10000 passos/dia) e intensidade de passo, classificado como taxa de passo de 30 minutos de pico e tempo gasto a 100 passos/min ou mais. O principal desfecho analisado foi a mortalidade por todas as causas.

Quem caminha mais, vive mais.

Um total de 2.110 participantes foram incluídos, com uma idade média de 45 anos, 57,1% eram mulheres, 888 (42,1%) participantes negros e uma média de 9146 (7307-11162) passos/dia. Em comparação com o grupo de que tinham poucos passos por dia, a taxa de passos moderada/alta foi associada a risco reduzido de mortalidade em participantes negros e em participantes brancos. Da mesma forma, em comparação com o grupo de baixo volume de passos, a taxa de passos moderada/alta foi associada à redução do risco de mortalidade em mulheres e homens. Não houve associação significativa entre o pico de intensidade de 30 minutos ou tempo a 100 passos/min ou mais com risco de mortalidade.

E quais foram as conclusões dos autores?

Dentre os participantes do estudo (homens e mulheres negros e brancos na idade adulta média), os participantes que deram aproximadamente 7.000 passos/dia ou mais tiveram taxas de mortalidade mais baixas em comparação com os participantes que deram menos de 7.000 passos/dia. Não houve associação da intensidade do passo com a mortalidade. Isso fica claro como esse marcador de atividades físicas nos demonstra a relação direta entre o sedentarismo e a mortalidade por todas as causas.

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Referências

Paluch AE, Gabriel KP, Fulton JE, et al. Steps per Day and All-Cause Mortality in Middle-aged Adults in the Coronary Artery Risk Development in Young Adults Study. JAMA Netw Open. 2021;4(9):e2124516. doi:10.1001/jamanetworkopen.2021.24516

Conteúdo traduzido e adaptado por Diego Arthur Castro Cabral

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