A Rede de Alerta das Variantes do SARS-CoV-2, coordenada
pelo Instituto Butantan, detectou a presença, pela primeira vez no Brasil, de
duas novas sublinhagens da cepa ômicron, do vírus causador da Covid-19: a XBB.1
e a CK.2.1.1. Elas foram encontradas em exames realizados entre 16 de outubro e
5 de novembro nas cidades de São Paulo e Ribeirão Preto (SP).
Segundo o Butantan, a amostra de XBB.1 já foi detectada em
35 países. O instituto ressalta que, de acordo com Organização Mundial da Saúde
(OMS), há evidências preliminares que sugerem que ela pode trazer um risco
maior de reinfecção, comparada a outras sublinhagens da ômicron. Já a amostra
de CK.2.1.1 só foi identificada na Alemanha, Estados Unidos, Dinamarca, Espanha
e Áustria.
Para o especialista da Rede de Vigilância Genômica do
Instituto Butantan, Alex Ranieri, ainda é cedo para dizer se as novas variantes
representam um perigo à população ou são mais resistentes às vacinas.
“Não há dados sobre casos graves ou escape imune [capacidade
de escapar dos anticorpos criados pelas infecções anteriores] relatados. É
provável que as mutações adicionais tenham acarretado alguma vantagem de
transmissão e escape imune em relação a outras sublinhagens de ômicron, mas
isso necessita ser investigado”, explicou.
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