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Impacto da analgesia do trabalho de parto nos desfechos maternos e perinatais

Impacto da analgesia do trabalho de parto nos desfechos maternos e perinatais
Comunidade Academia Médica
jul. 11 - 4 min de leitura
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Um estudo retrospectivo que analisou os desfechos maternos e perinatais em parturientes que receberam analgesia do trabalho de parto. Sabemos que a dor durante o parto é uma preocupação importante para as mulheres, e a analgesia peridural é uma opção comum para o alívio da dor. No entanto, há controvérsias sobre os possíveis efeitos dessa analgesia no progresso do trabalho de parto e nos resultados tanto para a mãe quanto para o bebê.

O estudo incluiu um total de 247 parturientes e as dividiu em três grupos com base na dilatação cervical no momento da analgesia. Descobriu-se que a dilatação cervical estava diretamente relacionada ao tempo até o parto, ou seja, quanto maior a dilatação, mais rápido o parto ocorria. Além disso, observamos diferenças nos desfechos maternos e perinatais entre os grupos.

Parturientes com dilatação cervical de até 4,0 cm apresentaram uma maior taxa de cesarianas em comparação com os outros grupos. Isso sugere que a analgesia nesse estágio pode estar associada a um maior risco de intervenções cirúrgicas.


Por outro lado, as parturientes com dilatação cervical de 9,0 cm ou mais tiveram uma maior prevalência de bradicardia fetal, necessidade de oxigenoterapia neonatal e internação em unidade de terapia intensiva neonatal.

Esses resultados estão de acordo com estudos anteriores que mostraram que a analgesia do trabalho de parto pode afetar o progresso do trabalho de parto e estar relacionada a taxas mais altas de partos instrumentais. Além disso, a analgesia peridural pode ter efeitos sistêmicos, como a transferência de medicamentos para o feto, o que pode levar a complicações neonatais.

É importante ressaltar que cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando os benefícios do alívio da dor para a mãe e os possíveis riscos para o bebê. Esses resultados nos alertam para a importância de uma abordagem personalizada na tomada de decisão sobre o momento adequado para administrar a analgesia do trabalho de parto.


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Leia também: 


Fonte: 

Georgeana Debs Guesine , Marina Carvalho Paschoini, Giselle Agreli Melo, Edward Araujo Júnior*, Alberto Borges Peixoto.  Labor analgesia and its impact on the maternal and perinatal outcomes.  Journal of The Brazilian Medical Association.  Volume 69, Number 7, July, 2023.




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