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O que me motiva a propagar a importância de educação financeira?

O que me motiva a propagar a importância de educação financeira?

Acho que o mundo inteiro, mas especialmente o Brasil,  onde vivo, seria outro se as pessoas entendessem o básico sobre o funcionamento da ciência economia.

Como povo, acertariam mais o que pedir e principalmente, o que não pedir ao Estado para regular e “dar” (vão descobrir que não é para pedir quase nada, mas isso fica para outro texto...).

Como indivíduo, descobririam o poder que têm sobre seu próprio futuro. Descobririam que ser "pobre" hoje não é uma condição que precisa durar para sempre. E também não precisa de esforço extraordinário para deixar de ser! Sabemos das dificuldades de muitos, mas se bem orientados, pode ser até fácil! Não acredita? Eu também não acreditava.

Vou contar então o segundo grande ponto de virada da minha vida ( o primeiro foi na adolescência, um dia conto para vocês...): o auxiliar de serviços gerais de onde eu trabalhava, ao me ouvir escutando podcast de finanças, veio me falar que não ia precisar do auxílio alimentação de 110 reais que recebia. Queria usar o valor para investir em alguma coisa. Expliquei  como investir no Tesouro Direto (o Banco do brasil queria cobrar 30 reais por mês, então ele acabou abrindo conta numa corretora rapidinho, pelo celular, sem gastar nada). 

Eu achei que com isso, conseguiria orientá-lo para que fizesse uma reserva de emergência, para evitar que acontecesse com ele o mesmo que acontece com os segurados do INSS, que ao se afastar do trabalho por um acidente, por exemplo, como o salário acaba chegando atrasado devido aos tramites legais necessários, ficam em pânico por não terem reservas.

Para minha surpresa, tempos depois ele chegou todo animado:

"Doutora, sabe quanto terei na minha aposentadoria só com esses 110 reais aplicados de forma correta todos os meses?  800 mil reais! Minha vida já seria outra se tivesse lhe encontrado antes!”.

Eu fiquei emocionada com a homenagem e também, envergonhada, porque o subestimei. Que reserva de emergência, o quê? Ele queria ficar rico! E achou até fácil! Ele viu que se não tinha condições, hoje, aos 25 anos, sem fazer nem muito esforço, poderia ter uma velhice tranquila. E se se esforçasse mais? Aquilo foi um mundo de oportunidades se abrindo para ele!

Imagine quantos jovens em condições semelhantes acham que não adianta se esforçar porque não vão mudar a situação? Ele já estava pensando em como fazer para poder investir mais! Ele viu que podia! Que não era vitima de nada... que tinha o futuro nas próprias mãos!.

Nunca vou esquecer esse dia. É por isso que acho tão importante educação financeira para os jovens. Eles têm o tempo e o poder dos juros compostos ao lado deles, falta só um empurrão...

Depois de conversar com alguns amigos, descobri que não são só os jovens com rendas menores que precisam de ajuda em educação financeira. Quase todos ao meu redor, mesmo médicos que ganham muito bem,  entendem quase nada sobre como funciona a economia em geral e muito pouco do como é plenamente possível alcançar a independência financeira e poder diminuir o ritmo frenético de trabalho em que vivem.

É possível, vamos começar?  

 


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Patrícia Araújo Freire
Patrícia Araújo Freire Seguir

Dermatologista, especialista lato sensu em Medicina do Trabalho e Psiquiatria, apaixonada por educação financeira , decoração e viagens…

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