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Pessoas com HIV convivem com "jet lag" crônico, segundo estudo

Pessoas com HIV convivem com "jet lag" crônico, segundo estudo
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nov. 11 - 2 min de leitura
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Em publicação intitulada "Delayed circadian rhythms in older Africans living with human immunodeficiency virus (HIV)", publicada no Journal of Pineal Research, pesquisadores de universidades da África do Sul e do Reino Unido - respectivamente da Universidade de Witwatersrand e das universidades de Northumbria e Surrey -  afirmam que pessoas com HIV têm um relógio biológico interno significativamente atrasado, convivendo constantemente com sintomas semelhantes ao de jet lag.

Para chegar à conclusão, foram feitos estudos com homens e mulheres de 45 anos ou mais que vivem na província de Mpumalanga, na África do Sul, onde quase uma em cada quatro pessoas vive com HIV. Eles tiveram seus ritmos fisiológicos diários medidos pelo hormônio melatonina, sendo constatado atraso médio de uma hora. Uma das evidências disso diz respeito ao ciclo de sono dos participantes HIV positivos, que era mais curto, começando mais tarde e encerrando mais cedo.

Segundo os autores da pesquisa, a descoberta sugere que a infecção pelo HIV pode causar distúrbio do ritmo circadiano, contribuindo com o aumento da carga de problemas de saúde enfrentados pelos pacientes. A constatação pode orientar novas pesquisas com o intuito de melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos mesmos.

Em breve, os cientistas devem iniciar novos trabalhos para descobrir se o efeito jet lag também é observado em pessoas mais jovens que convivem com HIV.

Referência:

Kirsten N. Redman et al, Delayed circadian rhythms in older Africans living with human immunodeficiency virus (HIV), Journal of Pineal Research (2022). DOI: 10.1111/jpi.12838

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