Academia Médica
Academia Médica
Você procura por
  • em Publicações
  • em Grupos
  • em Usuários
VOLTAR

Você é o que a sua mãe come! Consumo materno de alimentos ultraprocessados relacionado a sobrepeso nos filhos

Você é o que a sua mãe come! Consumo materno de alimentos ultraprocessados relacionado a sobrepeso nos filhos
Academia Médica
out. 10 - 3 min de leitura
000

O consumo materno de alimentos ultraprocessados ​parece estar ligado a um risco aumentado de sobrepeso ou obesidade nos filhos, independentemente de outros fatores de risco de estilo de vida. Isto é o que sugere um estudo publicado no periódico The BMJ. 

Para explorar a relação entre a alimentação baseada em alimentos industrializados e o risco de obesidade infantil, os pesquisadores se basearam em dados de 19.958 crianças nascidas de 14.553 mães (45% meninos, com idades entre 7 e 17 anos no momento da inscrição no estudo) do Nurses' Health Study II (NHS II) e do Growing Up Today Study (GUTS I e II) nos Estados Unidos. 

Diversos outros fatores potencialmente influentes, conhecidos por estarem fortemente correlacionados com a obesidade infantil - como o índice de massa corporal da mãe, atividade física, tabagismo, estado civil e escolaridade do companheiro, bem como o consumo de alimentos ultraprocessados ​​da criança, atividade física e sedentarismo - foram levados em consideração. 

No geral, 2.471 crianças (12%) desenvolveram sobrepeso ou obesidade durante um período médio de acompanhamento de quatro anos. Os resultados mostraram que o consumo de alimentos ultraprocessados ​​pela mãe foi associado a um risco aumentado de sobrepeso ou obesidade nos filhos. Por exemplo, um risco 26% maior foi observado no grupo com maior consumo materno de alimentos ultraprocessados ​​em comparação com o grupo de menor consumo. 

Em uma análise separada de 2.790 mães e 2.925 crianças, que se baseou em informações sobre a dieta de 3três meses antes da concepção até o parto (perigestação), os pesquisadores descobriram que a ingestão de alimentos ultraprocessados ​​na perigestação não foi significativamente associada a um risco aumentado de sobrepeso ou obesidade na prole. 

Uma limitação deste estudo é o seu desenho. Ele é observacional. Portanto, não é possível estabelecer especificamente a causa dos desfechos encontrados, sendo que os pesquisadores reconhecem que parte do risco observado pode ser devido a outros fatores não medidos. Além disso, as medidas de dieta e peso autorrelatadas podem estar incorretas. 

No entanto, o estudo se baseou em grandes conjuntos de dados de estudos em andamento com avaliações dietéticas detalhadas durante um período relativamente longo e análises posteriores produziram associações consistentes, sugerindo que os resultados são robustos. 

Os resultados "apoiam a importância de refinar as recomendações dietéticas e o desenvolvimento de programas para melhorar a nutrição de mulheres em idade reprodutiva para promover a saúde da prole".

Referência: 

Wang, Y., et al. (2022) Maternal consumption of ultra-processed foods and subsequent risk of offspring overweight or obesity: results from three prospective cohort studies. BMJ. doi.org/10.1136/bmj-2022-071767. Disponível em https://www.bmj.com/content/379/bmj-2022-071767?utm_source=substack&utm_medium=email 

Leia também:

Benefícios da alimentação com restrição de tempo aliada a exercício de alta intensidade no controle glicêmico a longo prazo

Dieta de estilo mediterrâneo pode reduzir o risco de pré-eclâmpsia em pelo menos 20%

O que fazer e o que não fazer na consulta com um paciente vegetariano

Alimentos ultraprocessados aumentam em 45% o risco de obesidade em adolescentes

Dietas vegetarianas podem estar associadas a um menor risco de câncer

Mudanças na alimentação podem aumentar a expectativa de vida em até 13 anos - e quanto antes, melhor!



Denunciar publicação
    000

    Indicados para você