[ editar artigo]

Nova pesquisa identifica mais de 1.000 genes ligados à COVID-19 grave

Nova pesquisa identifica mais de 1.000 genes ligados à COVID-19 grave

 

Sabe-se que idade, índice de massa corporal e problemas de saúde pré-existentes são alguns dos fatores que influenciam na resposta ao vírus causador da COVID-19, mas a genética também desempenha papel significativo. 

Pesquisadores da Universidade de Sheffield e de Stanford, nos Estados Unidos, descobriram que pessoas que desenvolvem infecção grave pelo Sars-CoV-2 possuem características genéticas específicas. Este estudo, um dos primeiros a vincular genes associados ao coronavírus a funções biológicas específicas, teve como objetivo investigar por que algumas pessoas com COVID-19 ficam gravemente doentes ou morrem, enquanto outras apresentam poucos ou nenhum sintoma. O estudo foi publicado em 14 de junho de 2022 na revista Cell Systems.

Utilizando machine learning, os autores do estudo identificaram mais de 1.000 genes ligados ao desenvolvimento de casos graves em pacientes com COVID-19 que exigiam suporte respiratório ou que resultaram em óbito. Eles também conseguiram identificar tipos específicos de células nas quais tais genes atuam. 

A equipe de pesquisa usou vários grandes conjuntos de dados: o primeiro continha informações genéticas de tecido pulmonar humano saudável. Os dados ajudaram a identificar a expressão gênica em 19 tipos diferentes de células pulmonares, incluindo células epiteliais que revestem o trato respiratório e são a primeira defesa contra infecções.

Outros dados vieram da "COVID-19 Host Genetics Initiative", um dos maiores estudos genéticos de pacientes com coronavírus em estado crítico. Os pesquisadores procuraram mutações no DNA, chamadas polimorfismos de nucleotídeo único, que pudessem indicar se alguém está em maior risco de COVID-19 grave. Eles rastrearam se algumas mutações ocorreram com mais ou menos frequência em pacientes com COVID-19 com doença grave.

Mutações que continuaram a aparecer, ou estavam notavelmente ausentes, nos pacientes que desenvolveram COVID-19 grave sugeriram que essas variações podem estar por trás da gravidade da infecção.

Mas as mutações genéticas por si só podem ser difíceis de interpretar, então a equipe usou outros dados que descrevem quais regiões do genoma são expressas em diferentes tipos de células no tecido pulmonar. Ao comparar as mutações aos genomas específicos das células, os pesquisadores puderam identificar quais genes estavam em disfunção e dentro de quais tipos de células. Desta forma, descobriram que estes genes são responsáveis ​​​​por três quartos dos fatores genéticos para COVID-19 grave.

 

Artigos relacionados:

Referências:

  1. Sai Zhang, Johnathan Cooper-Knock, Annika K. Weimer, Minyi Shi, Lina Kozhaya, Derya Unutmaz, Calum Harvey, Thomas H. Julian, Simone Furini, Elisa Frullanti, Francesca Fava, Alessandra Renieri, Peng Gao, Xiaotao Shen, Ilia Sarah Timpanaro, Kevin P. Kenna, J. Kenneth Baillie, Mark M. Davis, Philip S. Tsao, Michael P. Snyder. Multiomic analysis reveals cell-type-specific molecular determinants of COVID-19 severityCell Systems, 2022; DOI: 10.1016/j.cels.2022.05.007. Disponível em https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2405471222002289

 

Academia Médica
O que a faculdade esquece de falar!
O que a faculdade esquece de falar! Seguir

Página da redação da Academia Médica para divulgar atualizações pertinentes aos médicos, acadêmicos de medicina e profissionais de saúde.

Ler conteúdo completo
Indicados para você